O filme que junta Jackie Chan, um cruzeiro e uma missão impossível
Ryu Saeba é um detetive particular de Tóquio que cobra barato, trabalha sozinho e tem um problema sério: não consegue manter os olhos longe de qualquer saia que cruze o caminho dele. É justamente essa fama de galinha que faz o milionário Hirono chamá-lo para uma tarefa delicada.
O patrão quer a filha de volta, que fugiu para um cruzeiro de luxo no Pacífico. O que era para ser só uma busca burocrática vira um inferno quando mercenários tomam o navio. Ryu precisa salvar os reféns, desarmar explosivos improvisados e ainda convencer a jovem fugitiva a voltar para casa.
O resultado é uma ação escrachada assinada por Jing Wong, com a marca registrada de Jackie Chan em cena: lutas criativas, uso do cenário como arma e humor físico milimetricamente cronometrado.
Estreia e legado de um sucesso de 1994
Lançado em Hong Kong no fim de 1994 e chegando ao Brasil nos anos 90, o filme é uma adaptação leve do mangá City Hunter, de Tsukasa Hojo, que mistura comédia romântica, aventura e porradaria em proporções parecidas.
Foi um dos grandes sucessos comerciais do ano em Hong Kong, ajudou a consolidar Jackie Chan como astro também no formato de comédia de ação de larga escala, e rendeu uma sequência direta em 1998. Hoje é lembrado como um exemplar curioso da fase mais pop e menos dramática do ator, com fãs que revisitam a obra justamente pelo clima nostálgico e pelo humor cafajeste do protagonista.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Jackie Chan em modo total. As cenas de luta exploram o cenário do cruzeiro com inventividade absurda, e a química com Chingmy Yau rende momentos de comédia pastelão que funcionam muito bem.
O elenco de apoio tem Richard Norton e Kareem Abdul-Jabbar como vilões, o que dá peso às cenas de confronto e aumenta o nível de perigo real nas sequências de ação.
Ponto fraco: o humor é produto da época. As piadas sobre o assédio e a obsessão de Ryu por mulheres não envelheceram bem e podem tirar qualquer pessoa do filme em 2024.
O terceiro ato também escorrega no melodrama romântico, com reviravoltas que seguram o ritmo da ação. Nada grave, mas tira o fôlego na hora errada.
- O personagem Ryu Saeba é adaptado direto do mangá City Hunter, de Tsukasa Hojo, publicado entre 1985 e 1991.
- Jackie Chan chegou a fraturar o tornozelo durante as filmagens, e a cena foi mantida no corte final como parte da sequência de ação.
- Gary Daniels, que interpreta um dos capangas, é um lutador de kickboxing britânico que virou astro do cinema de artes marciais nos anos 90.
O Caçador de Encrencas vale a pena? Vale, sim, para quem curte Jackie Chan em modo comédia romântica e ação. Não é o melhor do ator, mas diverte pelo carisma e pelas lutas criativas.
Qual é a duração de O Caçador de Encrencas? O filme tem 105 minutos, pouco mais de uma hora e quarenta, em ritmo leve e quase sem tempo morto.
O Caçador de Encrencas tem cena pós-créditos? Não. Os créditos finais fecham a história sem gancho extra, então dá para levantar da poltrona antes do final sem perder nada.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Jackie Chan e da fase de Hong Kong dos anos 90, que colecionam edições em DVD e Blu-ray e revisitam títulos do astro em maratonas.
- Leitores de mangás shonen e seinen de comédia que conhecem City Hunter e querem ver a adaptação em live-action.
- Quem curte comédia de ação estilo buddy cop ou pastelão asiatico, e já assistiu filmes como A Hora do Rush e Operação Dragão.
Título original: Sing si lip yan
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/1994
Diretor: Jing Wong
Principais atores: