Veja o trailer do filme A Epidemia
O que é A Epidemia?
Um terror com pegada de suspense que mistura surto viral, paranoia militar e sobrevivência familiar em uma cidade isolada.
Em Ogden Marsh, o piloto de um time local de beisebol aparece morto em campo com um tiro na cabeça. A princípio, tudo parece um suicídio. Mas o xerife local logo descobre que algo bem pior está em curso.
O município foi exposto a um agente biológico experimental, e quem entra em contato com a toxina se torna violento, irracional e incapaz de distinguir aliado de inimigo.
Linha do tempo e legado
A Epidemia chegou aos cinemas em 2010, fruto da parceria entre a Overture Films e a Participant Media. O longa é um remake do clássico homônimo de George A. Romero, lançado em 1973.
Apesar de ser uma refilmagem, o filme encontrou espaço próprio ao abandonar o subtexto político sutil de Romero e abraçar o terror de massacre, com violência gráfica, humor negro e cenas de execução militar que arrancam aplausos da galera mais xiita de horror.
A bilheteria foi modesta: custou cerca de US$ 20 milhões e faturou em torno de US$ 55 milhões no mundo inteiro, o suficiente para garantir status de cult entre fãs do gênero, mas sem concorrer a grandes prêmios da temporada.
Hoje, o longa é lembrado como um dos remates mais competentes do terror de invasão biológica dos anos 2000, citado com frequência ao lado de filmes como O Nevoeiro e 28 Dias Depois.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a tensão militar é genuína. Soldados mascarados executando civis a sangue frio soam mais aterrorizantes que os próprios infectados.
O diretor Breck Eisner conduz as cenas de ação com pulso firme e usa bem os espaços vazios da cidade, em closes longos que aumentam a claustrofobia.
Ponto fraco: o terceiro ato vira corredor de hospital. O ritmo cai, o vilão principalsome da narrativa e a conclusão aposta no desespero puro, sem grande surpresa.
Também pesa o vilão unidimensional demais: o agente do governo, interpretado por Joe Anderson, é mais funcional do que ameaçador, e perde densidade política no corte final.
Curiosidades dos bastidores
- O filme foi rodado principalmente em Geórgia, nos Estados Unidos, e o elenco passou por treinamento militar com instrutores reais para passar veracidade nas cenas de execução.
- Timothy Olyphant quase recusou o papel por achar o roteiro genérico, mas topou ao saber que o diretor era Breck Eisner, filho do ex-CEO da Disney Michael Eisner.
- A água do lago contaminado nas cenas finais foi feita com corante alimentar e leite, para parecer turva e viscosa diante das câmeras, e não exigir grandes efeitos digitais.
Perguntas frequentes
A Epidemia tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina de forma direta, com foco na reação da personagem de Radha Mitchell, e não há cena extra após os créditos finais.
A Epidemia é baseado em fatos reais?
Não. A história é totalmente fictícia, mas bebe de teorias da conspiração sobre programas secretos do governo dos EUA com armas biológicas, semelhantes às denúncias que aparecem em Snowden - Herói ou Traidor.
A Epidemia é remake de qual filme?
É um remake de The Crazies, de George A. Romero, lançado em 1973. A versão 2010 moderniza a premissa com mais violência, humor negro e foco no horror militar, em vez do comentário social mais discreto do original.
Qual a classificação etária de A Epidemia?
O filme é recomendado para maiores de 18 anos, por violência explícita, sangue, armas de fogo e temas sensíveis, como surto psicológico e execução de civis.
Pra quem é este filme:
- Fãs de George A. Romero e do terror de surto biológico que curtem comparar com clássicos como Sexta-Feira 13.
- Quem gosta de clima paranoico, tipo O Nevoeiro, e de ver instituições de governo operando como vilãs, parecido com Snowden - Herói ou Traidor.
- Jogadores de Resident Evil, Last of Us e Dead Rising, que curtem o tropo de cidade em quarentena e protagonistas tentando escapar com a família.
Título original: The Crazies
País de origem: Emirados Árabes Unidos
Diretor: Breck Eisner
Principais atores: