Veja o trailer do filme A economia do amor

A economia do amor

A economia do amor

10 Drama Duração: 1h 39min

O que é A Economia do Amor

Drama belga-francês escrito e dirigido por Joachim Lafosse, com 99 minutos de duração e classificação indicativa de 10 anos. O título original é L'économie du couple.

A premissa é simples e incômoda: Marie e Boris decidem se divorciar depois de 15 anos de convivência, mas nenhum dos dois consegue — ou quer — sair da casa que compartilharam com as duas filhas.

Foi Marie quem comprou o imóvel. Foi Boris quem pagou pela reforma que transformou o lugar. Sem dinheiro para alugar outro endereço e sem disposição para abrir mão de nada, o casal se reorganiza em uma rotina de ex-conjuges que continuam dividindo mesa, contas e tensões.

Quando estreou e por que ainda é lembrado

Chegou aos cinemas brasileiros em 1º de dezembro de 2016, meses após passar pela Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes 2016, um dos braços paralelos mais prestigiados do evento, dedicado a cineastas com voz autoral.

Desde então, virou referência entre apreciadores de drama de câmara, que reconhecem em Lafosse um nome frequente nesse circuito. O filme aparece com regularidade em listas europeias de melhores obras sobre separação e coabitação forçada.

É lembrado como um dos papéis mais densos da carreira de Bérénice Bejo, conhecida pelo sucesso internacional de O Artista (2012).

Vale o ingresso?

Ponto alto: roteiro afiado, conflitos cotidianos nada espetaculares e atuações que se sustentam no olhar, no silêncio e na microexpressão.

Outro ponto alto: a direção de Lafosse, que confia na inteligência do espectador e dispensa trilha sonora didática para provocar empatia.

Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento e o tema central — quem fica com a casa — pode soar específico demais para quem espera reviravoltas.

Ponto fraco: o terceiro ato repete padrões de discussão já explorados, o que gera certa sensação de circularidade.

Curiosidades

  • Joachim Lafosse costuma trabalhar com temas sobre família e propriedade; em O Formidável (2017) ele voltou a retratar tensões de origem belga.
  • Bérénice Bejo e Cédric Kahn improvisaram várias cenas para tornar os diálogos mais ásperos e verdadeiros.
  • As filmagens aconteceram em Bruxelas, o que dá ao apartamento um peso visual de casa real, não de cenário.

Perguntas frequentes sobre A Economia do Amor

A Economia do Amor é baseado em fatos reais?

Não. A história é ficcional, mas se apoia em situações muito comuns em separações europeias, em que a divisão patrimonial e a guarda dos filhos travam o processo por meses.

Qual a classificação indicativa do filme?

Classificação de 10 anos no Brasil, recomendada para adolescentes e adultos. Contém discussões intensas entre os pais na presença das crianças.

O filme tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa fecha antes dos créditos finais, sem gancho extra depois. Pode levantar da poltrona assim que o letreiro inicial começar a subir.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de drama europeu de câmara, especialmente obras exibidas em mostras paralelas de Cannes, Berlim e Veneza.
  • Quem gostou de Azul é a Cor Mais Quente (2013) e quer outras histórias sobre relação amorosa em crise, sem apelações melodramáticas.
  • Leitores de ensaios sobre família, psicanálise e economia doméstica que valorizam cinema observacional e de diálogos.

Título original: L´économie du couple

País de origem: França / Bélgica

Data do lançamento: 01/12/2016

Diretor: Joachim Lafosse

Principais atores: