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A Conspiração

A Conspiração

Ação Suspense Drama Duração: 2h 6min

O que é A Conspiração

A Conspiração (The Contender, 2000) é um drama político escrito e dirigido por Rod Lurie, em sua estreia no cinema após a passagem pelo jornalismo militar.

A premissa é direta: o presidente dos Estados Unidos, Jackson Evans, indica a senadora Laine Hanson para a vice-presidência após a morte repentina do titular. O que era para ser uma confirmação protocolar vira um campo de batalha.

O congressista Shelly Runyon transforma a sessão do Senado em um tribunal moral, usando fatos antigos da vida pessoal de Hanson para destruí-la publicamente. O filme usa esse confronto como espelho de um sistema que decide reputações pelo escândalo, e não pelo mérito.

Estreia e legado

Lançado em 2000 nos Estados Unidos, A Conspiração chegou ao circuito independente norte-americano com força: faturou cerca de US$ 17 milhões em meio à corrida presidencial real entre Bush e Gore, o que deu ao roteiro um contexto involuntariamente urgente.

No Oscar 2001, Joan Allen e Gary Oldman receberam indicações nas categorias de coadjuvante. Jeff Bridges concorreu como melhor ator. Foi a consagração de Oldman como ator de caráter, depois de anos fazendo vilões menosprezados em blockbusters.

Hoje, o filme é lembrado como cult entre fãs de thriller político, sempre citado ao lado de obras como The West Wing e Wag the Dog. As Torres Gêmeas também entra nesse mesmo circuito de cinema dos anos 2000 movido a paranoia e Poder.

Vale o ingresso?

Ponto alto: os diálogos no plenário. Rod Lurie escreve falas afiadas e deixa as atuações brilharem — Gary Oldman está incrivelmente magnético como o antagonista.

O roteiro entende bem o ritual parlamentar e usa cada fala como projétil. Joan Allen entrega uma protagonista de presença silenciosa, contida, que vence a plateia pela firmeza em vez de discurso.

Ponto fraco: o terceiro ato é mais panfletário do que sutil. O filme aponta o dedo demais na conclusão, e quem prefere ambiguidade política pode sair frustrado.

O ritmo também pede paciência: é um longa de câmara, feito para espectadores que gostam de personagens falando e refletindo. Se você curte suspense de tribunal, vai reconhecer a proposta.

Curiosidades

  • O roteiro nasceu de uma conversa entre Rod Lurie e a esposa, em meio ao escândalo Lewinsky — a ideia era perguntar até onde a vida privada pode definir a vida pública.
  • A participação de Larry King como ele mesmo, em pequenas aparições, é uma cutucada do diretor na mídia americana.
  • Gary Oldman entrou no projeto por insistência de Joan Allen, que já tinha trabalhado com ele e defendeu o nome durante a produção.

Perguntas frequentes

A Conspiração é baseado em fatos reais?

Não. O longa é uma obra de ficção, embora se inspire no clima político dos escândalos americanos dos anos 1990, como o caso Lewinsky e o impeachment de Bill Clinton.

Qual a duração do filme A Conspiração?

São 126 minutos, ritmo cadenciado próprio de dramas políticos e sessões de tribunal no Senado.

Quem dirige A Conspiração?

Rod Lurie, ex-jornalista militar e crítico de cinema, que vinha de sua estreia autoral no longa. A direção tem assinatura própria: câmera próxima, fotografia fria, foco no elenco.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de suspense político que adoram debates ideológicos e jogos de poder institucional
  • Quem acompanha atuações densas de Jeff Bridges, Gary Oldman e Joan Allen, e curte o tipo de drama de prestígio dos anos 2000
  • Leitores de política, ensaios sobre ética pública e espectadores de séries como The West Wing e House of Cards