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Os Cantores | Pare o que você está fazendo e assista a esse curta na Netflix

Publicado em 20/02/26 14:00

Indicado ao Oscar de Melhor Curta MetragemOs Cantores foi lançado recentemente na Netflix. Pare tudo que você está fazendo e vá assistir ao filme dirigido, montado, fotografado e produzido por Sam Davis. São 18 minutos de luz, sombras, textura, vida, música e história para contar.

Os Cantores tem uma história para lá de simples. Um grupo de homens se abriga da nevasca num lindo bar, um ambiente de contrastes amarelados marcado pelas notas de um dólar deixadas como gorjetas que agora estão penduradas no teto. Lá, também, há uma nota de 100 dólares. Nesta determinada noite, quando o clima está pesado e fica visível que todos ali têm cicatrizes escondidas, essa nota se transforma (junto com a promessa de cerveja grátis) no prêmio de um concurso. Ganha, explica o barman, quem cantar melhor.

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Os Cantores funciona primeiro por causa da maneira praticamente imediata com a qual cada personagem e sua tristeza se faz palpável. Há os veteranos de guerra; há o viciado; há o idoso doente; há aqueles que estão de coração partido; há, também, quem está de luto. O elenco (Michael Young, Chris Smither, Will Harrington, Judah Kelly, Matt Corcoan, Michael Keyes, Leroy Griffith, entre outros ótimos rostos) rapidamente se transforma num grupo marcante. Pessoas reais. Pessoas sofrendo.

Então, Os Cantores, se torna ótima pela maneira como cada música cantada naquele concurso improvisado exorciza, processa e relembra as feridas cada um. Entre os hilários clientes com uma péssima voz que acreditam, talvez devido ao álcool, que conseguirão ganhar, entre vozes antigas e cheias de memórias, e entre melodias mais joviais que trazem alguma empolgação de volta ao ambiente, as canções fazem o bar vir à vida, e ajudam esses homens a comunicarem algo sobre seus sentimentos que, talvez devido a uma masculinidade dura, não se expressa facilmente em palavras.

Os atores, o texto e a direção nos revelam um grupo machucado, bebendo sozinhos em silêncio numa espécie de lamento comunal. As músicas revelam o coração batendo em cada um, a forma como cada um se machucou. Mesmo sem que tudo seja colocado, literalmente, para fora, há um reconhecimento visível entre cada um daqueles homens. Eles entendem, enfim, uns aos outros. 

Fonte: Omelete // Guilherme Jacobs

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