Avonts #10: Mad Max – Estrada da Fúria e a revolução do cinema de ação

Publicado em 02/06/20 21:00

Quarto filme da franquia iniciada em 1979 por George Miller, Mad Max – Estrada da Fúria completa cinco anos em 2020. Enquanto mantém sua abordagem de temas como meio-ambiente e abuso de poder, o diretor troca o intérprete de Max, substituindo Mel Gibson por Tom Hardy, e introduz uma co-protagonista que rouba os holofotes em Furiosa, personagem de Charlize Theron.

Dando preferência aos efeitos especiais práticos, Miller e a equipe de Mad Max – Estrada da Fúria criaram um verdadeiro espetáculo visual, que rendeu ao filme seis estatuetas do Oscar em um total de dez indicações.

As particularidades do filme não estavam apenas no que foi visto nas telas. Nos bastidores, Miller deu aos atores contextualizações detalhadas de cada cena e personagem e roteirizou o quarto Mad Max com storyboards, fazendo com que a ação e a narrativa se tornassem inseparáveis.

O próprio figurino de personagens como Furiosa, Immortan Joe e suas esposas fazem parte da trama. Enquanto o corpo apodrecido do vilão, resultado do ambiente inóspito do futuro distópico retratado, é exibido em um traje transparente, a liberdade e a independência das personagens femininas fica clara à medida em que elas conseguem se desvencilhar da imagem nua e idealizada pela qual são apresentadas, cobrindo-se e protegendo seus corpos do mundo tóxico.

Miller, é claro, não realizou o longa sozinho. O cineasta contou com os brilhantes trabalhos da montadora Margaret Sixel, da figurinista Jenny Beaven, a dramaturga Eve Ensler e, é claro, da própria Charlize Theron, que foi quem sugeriu o visual de cabeça raspada de Furiosa. Essa participação feminina ativa em Mad Max – Estrada da Fúria foi essencial para criar um filme que não só aborda temas como abuso de maneira profunda, mas também permite que a voz feminina seja ouvida em um gênero frequentemente dominado por homens.

Confira o Avonts sobre Mad Max – Estrada da Fúria no topo da página.

Fonte: Omelete // A cozinha