"Green Book: O Guia" supera "Roma" e ganha o Oscar de melhor filme

Publicado em 25/02/19 02:00

Ainda não foi dessa vez que a Netflix faturou o Oscar de melhor filme. A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas escolheu na madrugada de hoje "Green Book: O Guia" como o melhor filme do ano passado, deixando para trás "Roma", aposta da plataforma de streaming na premiação.

O filme saiu da premiação com um total de três estatuetas, incluindo também as de roteiro original e ator coadjuvante, para Mahershala Ali. Ele empatou com "Roma", que também levou três prêmios: diretor (para Alfonso Cuarón), filme estrangeiro e fotografia

Dirigido por Peter Farrelly, "Green Book" baseia-se em uma história real que envolve Tony Lip (Viggo Mortensen), um ítalo-americano bronco e preconceituoso que trabalhava como segurança na boate Copacabana, de Nova York, e que no começo dos anos 60 se tornou motorista de um magnífico pianista negro, Don Shirley (Mahershala Ali), durante sua turnê pelo sul dos Estados Unidos.

"Este filme tem a ver com nos amarmos a despeito das nossas diferenças", disse Farrelly em seu discurso, no qual ainda elogiou Mortensen e Ali. 

Histórico polêmico

"Green Book: O Guia" se envolveu em várias polêmicas durante a campanha para o Oscar. Ainda em novembro, o astro  Viggo Mortensen usou um insulto racista durante uma entrevista; já em janeiro, uma matéria sobre o diretor Peter Farrelly em que ele admitia ter "mostrado o pênis" para Cameron Diaz no set de "Quem Vai Ficar com Mary?" ressurgiu nas redes sociais.

Para piorar a situação, "Green Book" foi acusado pela família do pianista Don Shirley, interpretado por Mahershala Ali na trama, de distorções históricas. O longa foi coproduzido e escrito por Nick Vallelonga, parente do outro biografado do filme, Tony Lip.

Fonte: UOL Cinemas // Lello Lopes