FILMES NO CINEMA

Compra da Warner | Governo convoca redes de cinema para conversa

Publicado em 18/02/26 22:00

Segundo informações da Bloomberg, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos convocou as principais redes de cinema do país para conversas privadas sobre a venda da Warner Bros. Discovery. O governo quer saber como uma possível aquisição afetaria o público e se poderia reduzir o número de filmes lançados nos cinemas.

O movimento ocorre em meio à disputa entre Netflix e Paramount Skydance pela compra da Warner. A Netflix tem um acordo para adquirir os estúdios e a HBO Max, enquanto a Paramount reabriu negociações após melhorar sua oferta. A Netflix prometeu manter os filmes da Warner nos cinemas por 45 dias, mas a medida não convenceu totalmente os exibidores.

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CEO da Netflix diz que Paramount "espalha desinformação" sobre compra da Warner
Fim da novela? Warner Bros. dá sete dias para Paramount fazer nova oferta David Ellison diz que Netflix vai "extinguir a concorrência" comprando a Warner

James Cameron, diretor de Titanic, disse em novembro que uma venda para a Netflix seria "um desastre" para a indústria. David Ellison, CEO da Paramount, afirmou em carta ao senador Cory Booker que a aquisição pela Netflix "extinguiria" a concorrência. Ted Sarandos, co-CEO da Netflix, rebateu que uma Paramount altamente endividada não conseguiria investir o suficiente em produção.

A associação Cinema United, que representa redes como AMC e Regal, classificou uma possível compra pela Netflix como "culturalmente catastrófica" e disse que um acordo com a Paramount não seria "menos grave". Em reunião recente da Global Cinema Federation, alguns CEOs defenderam a oferta da Paramount, citando seu longo histórico com os cinemas e a promessa de lançar 30 filmes por ano.

Sean Gamble, CEO da Cinemark, disse em teleconferência com investidores que ainda está "apreensivo" com o compromisso da Netflix. "Precisamos de garantias mais firmes, não apenas comentários verbais, sobre a janela de exibição, o nível de investimento e o marketing contínuo", afirmou.

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Fonte: Omelete // Igor Pontes

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