Em Cannes 2026, Cinema do Brasil aposta em coproduções para manter bom momento
Publicado em 13/05/26 15:00
Localizado no coração do Festival de Cannes, o Marché du Film é uma área destinada ao mercado internacional do cinema, onde o Brasil e outros países montam seus estandes e realizam painéis, reuniões e apresentações para projetar o seu cinema, fechar acordo e vender filmes para distribuidoras. Este ano, o estande Cinema do Brasil é casa de 80 empresas que chegam à França num momento de expansão do audiovisual verde-e-amarelo. A missão é manter o bom momento.
2025 foi marcado na consciência popular pela presença dos filmes brasileiros em premiações. O Último Azul levou o Urso de Prata em Berlim semanas antes de Ainda Estou Aqui ganhar o Oscar de Melhor Filme Internacional em março. Dois meses depois, no próprio Festival de Cannes, O Agente Secreto levou Melhor Direção e Melhor Ator – uma rara dobradinha – e continuou o bom momento até quatro indicações no Oscar 2026.
Estamos falando de La Perra (com Selton Mello e produzido por Rodrigo Teixeira), Seis Meses no Prédio Rosa e Azul (produzido por Rachel Daisy Ellis e Camille Reis através da Desvia, produtora pernambucana), Elefantes na Névoa (produzido pelos brasileiros Tatiana Leite e Leonardo Mecchi através, respectivamente, da Bubbles Project e Enquadramento Produções) e Paper Tiger, do norte-americano James Gray, também produzido por Teixeira através da RT Features. Este último, dado o quão querido Gray é na França, aspira à prestigiada Palma de Ouro.
É nesse contexto que o estande do Brasil terá sessões dedicadas de matchmaking reunindo brasileiros com mais de 25 parceiros da Europa e América Latina — incluindo França, Alemanha, Itália, Espanha, Reino Unido, Colômbia e Chile — enquanto iniciativas direcionadas buscam aproximação com mercados asiáticos de alto crescimento, como China, Coreia do Sul, Índia e o país de honra de Cannes 2026: Japão.
A conexão brasileira com a terra do sol nascente é histórica, e vai além do cinema. Para fortalecer a mesma, será realizado o painel Brasil–Japão: Construindo Novas Pontes na Coprodução Internacional, que terá a presença de Maria Paula Velloso, diretora de negócios da ApexBrasil, Jacqueline Sato, diretora criativa da Sato Company e da secretária do audiovisual do Ministério da Cultura, Joelma Gonzaga.
Outro destaque é o painel Inteligência artificial no audiovisual: Brasil–França e os desafios de uma inovação responsável, que reúne lideranças femininas do Brasil e da França para falar sobre o uso de IA no cinema. Representando o país estarão a moderadora Juliana Funaro do Instituto +Mulheres, também representado por Janaína Augustin, Ana Kinukawa da Abrasia, Tamiris Hilário da ONU Mulheres Brasil e, novamente, Maria Paula Velloso, diretora da ApexBrasil. A conversa conta também com as francesas Leslie Thomas, do centro nacional de cinema do país, e Fanny de Casimacker – delegada geral do Collectif 50/50, que luta por igualdade e inclusão na indústria cinematográfica.
Liderança feminina, aliás, é outra pauta importante para a agenda do Cinema do Brasil no Marché du Film deste ano. “Garantir a presença de mulheres em ambientes de mercado internacional fortalece todo o ecossistema audiovisual — desde empresas mais diversas até conteúdo mais conectado globalmente”, disse Juliana Funaro.
Em resumo, para o Marché du Film 2026, o Cinema do Brasil traz uma grande, diversa e apaixonada delegação para Cannes, reunindo representantes de diferentes regiões do país e refletindo a força criativa que só o Brasil tem.
Este ano, não faltam projetos empolgantes apoiados pelo programa do Cinema do Brasil. São filmes que refletem a variedade, qualidade e força dos artistas nacionais, e que têm tudo para dar continuidade ao excelente momento atual. Conheça mais sobre esses filmes e seus realizadores no catálogo oficial do Cinema do Brasil Clicando aqui: