Ariel loira e mais: Atriz revela segredos da produção de "A Pequena Sereia"

Publicado em 22/02/19 14:00

"A Pequena Sereia" completa 30 anos conquistando os corações de fãs da Disney em 2019. O filme, lançado originalmente em 1989, foi o grande responsável pela ressurreição do setor de animação do estúdio, que na época estava em crise.

A "Entertainment Weekly" conversou com a atriz Jodie Benson, que emprestou a voz para a personagem-título no filme, sobre os bastidores da produção. Benson acabou revelando vários detalhes curiosos da concepção da protagonista Ariel.

"Eu me lembro das primeiras artes conceituais, e ela era loira. Ela tinha um rosto como o das sereias em 'Peter Pan', mais maduro e com mais glamour", admitiu a atriz, contando que a personagem passou por várias transformações durante a produção.

Ariel acabaria trocando as madeixas loiras por seus famosos cabelos ruivos, é claro, e ganhando um semblante mais suavizado e jovial. Na trama do filme, Ariel sonha em trocar a sua cauda por pernas humanas e viver no mundo da superfície.

"Eu me lembro de dizer para eles que era curioso que eles estavam fazendo outra princesa loira, depois de Cinderela e Aurora. Pouco depois, eles trocaram para o cabelo vermelho. E assim surgiu a primeira princesa ruiva!", brincou Benson.

A atriz tem memórias afetuosas do trabalho com Howard Ashman, que escreveu as músicas do filme. "Howard gravou junto comigo na cabine. Ele conhecia todos os papéis melhor do que ninguém, todas as músicas e suas emoções. Ele era maravilhoso", comentou.

"Juntos, eu e Howard descobrimos quem Ariel seria como personagem. Eu simplesmente interpretei o papel que ele criou", disse ainda. Ashman morreu em 1991, aos 40 anos, por complicações da AIDS -- mas, antes, venceu um Oscar pela canção "Under the Sea", composta para o filme.

Sobre o período de crise que o departamento de animação da Disney vivia na época, Benson confessou ter sentido um clima estranho no estúdio. Ao invés de trabalhar no famoso lote da Disney em Burbank, nos EUA, os animadores faziam tudo de trailers em outros locais.

"Eu só conseguia pensar: 'Meu Deus, o que Walt pensaria sobre isso?'. A fundação do estúdio dele era a animação, e isso é tão triste. Eu não sabia que o nosso filme mudaria tudo isso, é claro", comentou.

Fonte: UOL Cinemas // Caio Coletti