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“O mundo parecia uma ficção científica muito ruim”, diz diretor de Arco

Publicado em 28/02/26 19:00

Cansado da sensação de que a humanidade estava caminhando para "um filme de ficção científica muito ruim", o diretor Ugo Bienvenu decidiu remar contra a maré do pessimismo ao criar o universo de Arco. Para isso, ele apostou em uma trama esperançosa e palatável para o público infantil.

“[A ideia de Arco] surgiu porque eu mesmo sou um escritor de ficção científica há mais de 10 anos, e me pareceu, em 2018-2019, que estávamos começando a viver em um filme de ficção científica muito ruim”, contou Bienvenu ao Omelete“Eu disse a mim mesmo que talvez a ficção científica seja responsável, de certa forma, pelo que estamos passando, e talvez seja nosso trabalho agora, como escritores de ficção científica, propagar coisas melhores no futuro para que elas possam acontecer, porque se queremos que o melhor aconteça, temos que imaginá-lo primeiro”, continuou.

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Cheio de referências contemporâneas e vislumbres do futuro, Arco é o que Bienvenu imagina para um futuro melhor. “Tudo o que criamos acontece no mundo, então por que não desenhar coisas melhores? O filme inteiro foi sobre tentar mudar essa pequena questão, porque é muito mais fácil produzir escuridão, quebrar as coisas e ter sentimentos ruins. Além disso, temos uma tendência ruim porque, mesmo quando contamos histórias, nós dramatizamos. É difícil contar uma história sem dramatizar as coisas”, explicou.

E a escolha de duas crianças para liderarem essa história não foi por acaso, afinal, elas são a esperança. “Agora eu não quero mais dramatizar; quero fazer parte das crianças que constroem castelos de areia na praia, e não das que os destroem. Trazer luz é muito mais difícil do que quebrar as coisas. Quero fazer parte das pessoas que colocam uma energia boa e nos lembram de que nós, humanos, somos feitos de sentimentos e emoções, o que nos torna todos iguais. Temos que trabalhar naquilo que nos torna iguais, e não no que nos divide.”

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O longa-metragem animado Arco chega ao Oscar como o favorito. O filme de Ugo Bienvenu venceu como melhor filme no festival Annency, foi indicado ao Globo de Ouro e BAFTA, além de cinco indicações ao Annie Awards, entre outras premiações.

A história acompanha a jornada mágica de Arco, um menino de 10 anos de um futuro distante e pacífico, que acidentalmente viaja de volta ao ano 2075 e descobre um mundo em perigo. À medida que Arco desenvolve uma amizade com uma jovem chamada Iris, eles se unem e, com seu robô cuidador Mikki, partem em uma jornada para trazer Arco de volta para casa.

Arco já está disponível nos cinemas do Brasil.

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Fonte: Omelete // Pedro Henrique Ribeiro

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