Veja o trailer do filme Viral
Viral
Do fast food à quarentena: como o apocalipse começa no quintal
Em Viral, a rotina de Emma e da irmã dela desmorona quando um surto misterioso transforma a cidade onde moram em zona de contenção.
Com os pais presos do outro lado da barreira, as duas passam a viver de fast food, festas improvisadas e videochamadas. É quase um fim de semana infinito de adolescente, até o vírus começar a atingir gente que elas conhecem pelo nome.
Aí sobra para a vizinhança, para o crush coruja da Emma e para a câmera do celular, que registra tudo com aquela naturalidade meio nauseante de filmagem encontrada.
Como o filme chegou às telas e o que sobrou dele
Lançado em 2016 nos Estados Unidos, Viral é o segundo longa de ficção científica com pegada social de Henry Joost e Ariel Schulman depois de Atividade Paranormal 4.
No Brasil, ganhou distribuição da Paris Filmes e chegou aos cinemas como uma aposta discreta de terror pandêmico, antes de a realidade superar a ficção em 2020.
Hoje ele é lembrado mais como curiosidade de catálogo do que como clássico cult: não marcou premiações, não gerou memes, mas virou referência rápida em qualquer lista de “filmes sobre quarentena” que pipocou na era da covid.
Vale o ingresso? O ponto alto e o ponto fraco
Ponto alto: a forma como o roteiro usa banalidades adolescentes — biscoito, Wi-Fi instável, paquera tímida — para contrastar com o fim do mundo é o que sustenta o filme. O terror nasce do cotidiano, não de monstros estilizados, e isso incomoda do jeito certo.
Ponto fraco: o ritmo. Quem chega esperando um survival frenético ou um corpo a corpo com infectados vai se frustrar: a câmera respira, a câmera demora, e muita coisa é contada em vez de mostrada. A segunda metade perde pressão por repetir a mesma imagem de uma casa cercada.
Bastidores que valem o play
- Os diretores de Nerve: Um Jogo Sem Regras também assinam este Viral, o que explica o olhar obsessivo por telas, celulares e viralização.
- O roteiro foi escrito ao lado de Christopher Landon, nome conhecido da franquia Atividade Paranormal, reforçando a pegada de found footage mesmo fora do gênero.
- O longa entrou na onda de terror pandêmico antes da covid, algo que o transformou em referência involuntária em listas de filmes sobre quarentena após 2020.
Perguntas frequentes sobre Viral
Viral é continuação de qual filme?
Não. Apesar de fazer parte do universo compartilhado de V/H/S no mercado internacional, este Viral é um longa independente, sem ligação direta com V/H/S Viral nem com outros títulos da franquia.
Viral é filme de terror ou drama?
Os dois. Tem classificação no gênero de horror e terror, com camadas de drama adolescente e tensão de sobrevivência; quem busca gore explícito deve ajustar a expectativa.
Viral tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos no filme, então a sessão termina junto com os créditos finais.
Pra quem é este filme:
- Fãs de terror atmosférico, estilo presente em Lucy quando toca em contágio urbano e paranoia.
- Quem curte narrativas de ficção científica comportamental e cenários de isolamento, na linha de Independence Day: O Ressurgimento em versão intimista.
- Espectadores que preferem tensão lenta, câmera na mão e dilemas de grupo, como em suspense de sobrevivência cotidiana ou nos dramas de sobrevivência juvenil.
Título original: V/H/S Viral
País de origem: Estados Unidos
Distribuidora: Paris Filmes
Diretor: Henry Joost, Ariel Schulman, Nacho Vigalondo, Marcel Sarmiento, Gregg Bishop, Justin Benson, Aaron Moorhead, Gareth Evans, Jason Eisener, Gregg Hale
Principais atores: