Veja o trailer do filme Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Sobre o que é Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Século XXVIII. A Terra virou o centro de um império intergaláctico chamado Alpha, que reúne dezessete milhões de espécies em uma estação espacial gigante, a maior construção da ficção científica já filmada.

Os agentes Valérian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) recebem a missão de investigar uma ameaça que pode destruir o equilíbrio da estação e a vida de seus habitantes.

O longa mistura ação, ficção científica e aventura em ritmo acelerado, com cara de quadrinho europeu explodindo em cores neon e criaturas impossíveis.

Quando estreou e o que aconteceu depois

Valerian chegou aos cinemas brasileiros em 10 de agosto de 2017, como o projeto mais caro da carreira do diretor Luc Besson, orçado em cerca de 180 milhões de dólares.

O filme arrecadaria US$ 225 milhões no mundo, um resultado abaixo do esperado para o porte da produção. A crítica internacional ficou dividida.

A premissa de cidade dos mil planetas era adaptação da HQ francesa Valérian, agente espaço-temporal, publicada a partir de 1967 por Pierre Christin e Jean-Claude Mézières. O legado visual influenciou Star Wars e Avatar, segundo o próprio James Cameron.

Apesar de ter sido considerado um fracasso comercial, o longa ganhou status cult entre fãs de fantasia científica e colecionadores de Blu-ray, que celebram o cuidado com o design de produção de luvas digitais e cenários práticos.

Vale o ingresso? O que funciona e o que não convence

Ponto alto: o design de produção. Cada planeta tem identidade visual própria, da lua de areia a Big Market, mercado multidimensional que parece um quadro de Escher em movimento. A cena de Rihanna como Bubble é puro deleite pop.

Ponto alto: a direção de arte e o figurino, assinados por povos do Mali, do Saara e de Bali, criando um mosaico cultural raro no cinema de Hollywood.

Ponto fraco: a dupla principal. Dane DeHaan e Cara Delevingne não têm carisma de astro e astro, e a química romântica prometida nunca decola, prejudicando o núcleo emocional.

Ponto fraco: o roteiro é expositivo demais, com Valérian repetindo obviedades para explicar ao público o que já está claro na tela. O ritmo pesa no segundo ato.

Ponto fraco: o antagonista comandado por Clive Owen é genérico e sem motivação clara, o que esvazia o conflito central.

Curiosidades de bastidores

  • As filmagens em Big Market duraram cerca de oito meses, com a maior parte do set construído em um hangar de 10 mil metros quadrados nos estúdios de Saint-Denis, em Paris.
  • A cena da conversão de Laureline em oito versões de si mesma exigiu captura facial prolongada e uso de dados biométricos para garantir o desempenho emocional de cada versão.
  • Luc Besson escalou nomes improváveis como Herbie Hancock, Dustin Demopoulos e a modelo Sasha Luss para papéis-chave, reforçando a vocação pop e o elenco internacional do projeto.

Perguntas frequentes sobre Valerian e a Cidade dos Mil Planetas

Valerian tem cena pós-créditos? Não. O longa não tem cenas extras no final, encerra com a tradicional epígrafe em tela preta típica das HQs de Christin e Mézières.

Valerian e a Cidade dos Mil Planetas é baseado em HQ? Sim. O roteiro adapta a série francesa Valérian, agente espaço-temporal, criada em 1967 por Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, e teve forte influência sobre Star Wars.

Quem dirige Valerian e a Cidade dos Mil Planetas? A direção é de Luc Besson, mesmo realizador de O Quinto Elemento, Lucy e Lucy, que assina também o roteiro.

Para quem gostou de Valerian, qual filme ver a seguir? Apostamos em O Quinto Elemento, do mesmo Luc Besson, além de Lucy, Gattaca - Experiência genética e Esquadrão Suicida, todos disponíveis no portal.

Qual é a classificação etária de Valerian? Indicado para 12 anos, com violência estilizada, combate corpo a corpo moderado e uma sequência de tortura não gráfica envolvendo o personagem do Commander Filitt.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica visual estilo anos 1990, com criaturas práticas, aliens coloridos e cidades impossíveis na linha de O Quinto Elemento e Flash Gordon.
  • Leitores da HQ original de Pierre Christin e Jean-Claude Mézières, que querem ver Alpha ganhar vida no cinema, mesmo com adaptações polêmicas.
  • Apaixonados por design de produção e arte conceitual, interessados no trabalho do artista François Ching, que se inspirou em referências asiáticas, africanas e art déco para criar a estação mais ambiciosa do cinema francês.