Veja o trailer do filme V/H/S

V/H/S

V/H/S

Terror Suspense Duração: 1h 56min

O que é V/H/S e por que ele virou cult

V/H/S é um terror antológico de 2012 que une vários curtas independentes dentro de uma mesma fita cassete. A premissa é simples: um grupo de delinquentes é contratado para invadir uma casa isolada e roubar uma fita VHS. Quando chegam lá, encontram várias outras fitas, e cada uma revela um segmento de horror diferente.

O filme virou cult por ter apostado no found footage cru, sem polish de estúdio, e por ter reunido uma geração de diretores que depois emplacaria trabalhos maiores. O resultado é irregular, mas tem picos de tensão reais, principalmente no segmento que viralizou e é até hoje copiado por vídeos de Halloween no YouTube.

Para quem curte terror de baixa fidelidade e narrativa fragmentada, funciona como uma mostra do que o cinema indie de horror fazia no início da década passada.

Linha do tempo e legado

V/H/S estreou no festival SXSW em março de 2012, depois passou pelo Sundance e ganhou distribuição mundial pela Magnet Releasing ainda no mesmo ano. A produção foi bancada em parte pelo Bloody Disgusting, site referência em horror, o que ajudou a dar liberdade criativa aos diretores.

O filme não levou Oscars nem prêmios de grande festival, mas abriu portas. David Bruckner, que dirige aqui o segmento de abertura, depois assinou O Ritual. Ti West se consolidou como nome obrigatório do terror de horror com X e Pearl. Adam Wingard emplacou Você é o Próximo e a saga Death Note americana.

O coletivo Radio Silence (integrado por Matt Bettinelli-Olpin e Tyler Gillett) saiu daqui direto para Pânico 5 e 6. V/H/S ainda é lembrado por ter legitimado o terror antológico em formato de fita, inspirando franquias como V/H/S/94, Viral e Beyond.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o segmento de bruxa dirigido por Ti West é, sozinho, o motivo para assistir. Tensão crescente, imagem granulada e um jump scare que virou meme. É o tipo de cena que redefine o que o found footage pode fazer.

Ponto fraco: a narrativa-framing dos ladrões é a parte mais fraca do filme. Os personagens são genéricos, as motivações confusas e o desfecho não paga a ideia. Alguns segmentos intermediários (como o do alienígena na estrada) também perdem fôlego rápido.

No saldo geral, é um filme com dois terços irregulares e um terço genuinamente perturbador. Vale pelo pico, não pela média.

Curiosidades de bastidor

  • O segmento da bruxa foi filmado em apenas quatro dias com uma câmera doméstica, sem iluminação profissional, o que explica a textura agressiva da imagem.
  • Cada diretor recebeu liberdade total de elenco, roteiro e duração, o que gerou desde takes de 50 minutos até cortes brutais de sete.
  • O barulho de estática entre os segmentos é real: foi gravado de fitas VHS danificadas para reforçar a estética analógica.

Perguntas frequentes

V/H/S tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com o frame final do último segmento, sem cena extra depois dos créditos.

V/H/S é baseado em fatos reais? Não. É uma antologia de ficção, mas usa o formato found footage para simular a aparência de registros caseiros.

Qual a ordem correta para assistir aos filmes da franquia? A ordem de lançamento: V/H/S (2012), V/H/S/2 (2013), V/H/S: Viral (2014), V/H/S/94 (2021), V/H/S/99 (2022), V/H/S/85 (2023) e V/H/S/Beyond (2024).

Pra quem é este filme:

  • Fãs de found footage e estética VHS que querem ver onde o subgênero foi parar depois de Bruxa de Blair.
  • Maratonistas de antologias de terror, do tipo que já consumiu Creepshow, Truque ou Tratamento e Cada Um na Sua Casa.
  • Cineastas e roteiristas iniciantes interessados em produção de baixo orçamento, já que V/H/S virou aula prática de como filmar muito com pouco.