Veja o trailer do filme V de Vingança

V de Vingança

Sobre o que é V de Vingança

Imagine uma Inglaterra dominada por um governo totalitário, onde a imprensa foi calada, a liberdade individual virou crime e a vigilância ronda cada esquina. É nesse cenário distópico que vive Evey Hammond (Natalie Portman), uma funcionária da TV estatal que tem a rotina destruída ao ser resgatada por um homem misterioso que se apresenta apenas como V (Hugo Weaving).

V usa a máscara de Guy Fawkes, é carismático, refinado, letrado e treinou o corpo e a mente para um único objetivo: desmontar o regime peça por peça. O filme mistura ação, suspense e drama político enquanto Evey passa de vítima a peça central da revolução.

Dirigido por James McTeigue, com roteiro dos irmãos Wachowski, a adaptação da graphic novel de Alan Moore virou um dos filmes mais citados quando o assunto é ficção científica política.

Estreia, legado e impacto cultural

V de Vingança chegou aos cinemas brasileiros em 7 de abril de 2006, distribuído pela Warner Bros, e logo se tornou um fenômeno além das bilheterias.

O longa conquistou o Saturn Award de Melhor Atriz para Natalie Portman e rendeu ao figurinista Sammy Sheldon uma indicação ao Oscar, além de vitórias técnicas em festivais voltados ao cinema de gênero.

Mais de duas décadas depois, a máscara branca de V virou símbolo de protestos reais pelo mundo, foi adotada pelo movimento Anonymous e continua sendo estampa de camisetas, cosplays e grafites.

É daqueles filmes que atravessam gerações e ganham releituras a cada novo ciclo político, mantendo viva a pergunta: até onde alguém pode ir em nome da liberdade?

Vale o ingresso? O veredito

Ponto alto: a construção do protagonista V, que funciona mesmo sem mostrar o rosto, sustentado pela voz hipnótica de Hugo Weaving e por uma direção de arte que transforma cada cena num quadro de graphic novel.

Outro ponto alto: a virada da Evey no terço final, com Natalie Portman entregando uma das atuações mais subestimadas da carreira dela, anterior ao trabalho em Cisne Negro.

Ponto fraco: o ritmo entre o segundo e o terceiro ato oscila, com sequências que alongam a mensagem política em vez de apertar o gatilho.

Para o público certo, esses tropeços não chegam a manchar a experiência. A fagulha ideológica e o encerramento continuam potentes.

Curiosidades de bastidor

  • Alan Moore, autor da graphic novel, recusou crédito no filme e todo o dinheiro da adaptação, por discordar das mudanças no roteiro.
  • A dublê principal de V foi Chad Stahelski, que depois co-dirigiu a franquia John Wick ao lado de David Leitch, também dublê no longa.
  • A famosa explosão do Old Bailey foi construída em miniatura nos estúdios da Babelsberg, com computação apenas para integrar a fachada ao fundo real.

Perguntas frequentes

V de Vingança é bom? Sim ou não?

Sim. É um thriller distópico sólido, com atuações fortes, direção de arte premiada e um dos finais mais comentados do cinema político dos anos 2000.

V de Vingança tem cena pós-créditos?

Não. Os créditos finais começam logo após a última cena, então não é preciso esperar na sala.

V de Vingança é baseado em quadrinho?

Sim. O filme é uma adaptação da graphic novel escrita por Alan Moore e ilustrada por David Lloyd, publicada entre 1982 e 1989.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de distopias políticas como 1984 e Minority Report que gostam de debater regimes fictícios depois dos créditos.
  • Leitores de quadrinhos adultos interessados em adaptações de graphic novels que respeitam a crítica social da obra original.
  • Quem curte atuações densas e prefere heróisambíguos, com métodos discutíveis e frases de efeito marcantes.