Veja o trailer do filme Uma verdade mais inconveniente
Uma verdade mais inconveniente
Sobre o que é o filme
Dez anos depois de Uma Verdade Inconveniente (2006) colocar a crise climática na mesa de milhões de lares, Al Gore reaparece para mostrar que o relógio não parou.
O documentário dirigido por Bonni Cohen e Jon Shenk mistura ativismo, bastidores diplomáticos e um inventário visual de desastres naturais.
É um filme de trânsito: sai da sala de aula e entra nas salas de negociação do Acordo de Paris. Para quem curte documentário com pegada de urgência, funciona como uma atualização do manual.
Estreia e legado
Chegou aos cinemas brasileiros em 9 de novembro de 2017, distribuído pela Paramount. Foi pensado como um registro histórico do momento em que o mundo parecia decidir se levaria a sério a meta de limitar o aquecimento global.
Original do circuito documentário engajado, dividiu público e crítica: alguns elogiaram o esforço de traduzir ciência em imagens, outros reclamaram do tom de propaganda.
Hoje, é lembrado como peça de época: mostra Barack Obama e Vladimir Putin no contexto de 2015-2016, antes de Donald Trump anunciar a saída dos EUA do Acordo de Paris.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o acesso aos bastidores das negociações climáticas, mostrando como decisões técnicas viram moeda política. Dá rosto humano a um tema que costuma parecer abstrato.
O filme também traz um retrato visual potente da queda nos custos da energia solar, algo raro em documentários do gênero.
Ponto fraco: o roteiro é declaradamente opinativo. Quem espera neutralidade jornalística vai se incomodar com a construção de Al Gore como herói solitário contra a indústria fóssil.
Falta pluralidade de vozes céticas e de cientistas fora do círculo do ex-vice-presidente. Em quase duas horas, repete argumentos que o primeiro filme já tinha cravado.
Curiosidades
- O longa foi filmado ao longo de 2015 e 2016, acompanhando de perto as negociações que resultaram no Acordo de Paris.
- Al Gore aparece em locais como uma estação de pesquisa na Groenlândia e em vilas indianas que migraram para energia solar.
- A direção, antes tocada por Davis Guggenheim no primeiro filme, passou para a dupla Bonni Cohen e Jon Shenk, conhecida por trabalhos de não-ficção política.
Perguntas frequentes
Uma Verdade Mais Inconveniente é continuação do filme de 2006?
Sim, é a sequência direta de Uma Verdade Inconveniente. Pode ser assistido sozinho, mas o primeiro longa dá contexto histórico.
Preciso gostar de política para entender?
Ajuda. O documentário mistura ciência e geopolítica, então algum conhecimento básico de política internacional facilita a leitura.
Está disponível em streaming no Brasil?
A disponibilidade muda por plataforma e período, então vale checar catálogos atualizados de serviços de streaming e aluguel digital.
Pra quem é este filme:
- Entusiastas de pauta ambiental: querem ver a transição energética explicada com casos concretos, gráficos e imagens de satélites.
- Fãs de política internacional: se interessam por bastidores de fóruns multilaterais, como a COP e o Acordo de Paris.
- Curiosos de ativismo midiático: acompanham como um ex-político reconstrói carreira usando cinema, slides e conferências como ferramentas de pressão.
Título original: An Inconvenient Sequel: Truth to Power
País de origem: EUA
Data do lançamento: 09/11/2017
Distribuidora: Paramount
Diretor: Bonni Cohen, Jon Shenk
Principais atores: