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Uma razão para viver

Uma razão para viver

12 Drama Romance Duração: 1h 57min

Sobre o que é Uma Razão para Viver

Em 1958, o jovem e aventureiro comerciante britânico Robin Cavendish (Andrew Garfield) viaja ao Quênia a trabalho. Lá, contrai poliomielite e volta para casa completamente paralisado do pescoço para baixo.

Grávida do primeiro filho do casal, sua esposa Diana (Claire Foy) recebe dos médicos a sentença: ele não vai sair da cama e provavelmente não sobreviverá. Mas ela se recusa a aceitar o prognóstico.

Baseado em fatos reais, o filme acompanha a vida do casal nas décadas seguintes, mostrando como o amor de Diana e a teimosia de Robin transformaram não só a existência deles, mas ajudaram a mudar o conceito de tratamento a pacientes com deficiência no Reino Unido.

A direção fica por conta de Andy Serkis, em sua estreia como diretor de um longa-metragem — e ele escolheu uma história profundamente pessoal: a do próprio Robin Cavendish, pai do produtor Jonathan Cavendish.

Estreia e legado

Uma Razão para Viver chegou aos cinemas brasileiros em 16 de novembro de 2017, distribuído pela Diamond Films. Lançado como Breathe no circuito internacional, o longa teve sua première mundial no Festival de Londres (BFI London Film Festival) ainda em outubro de 2017.

Apesar de não ter ido muito longe na temporada de premiações, o filme recebeu críticas geralmente positivas, especialmente pela performance dupla de Andrew Garfield e Claire Foy. Aclamada na televisão por The Crown, Foy confirmou aqui sua capacidade de sustentar um papel emocionalmente pesado.

É aquele tipo de drama biográfico que ganha força com o tempo. Hoje aparece frequentemente em listas de filmes de superação, junto a títulos como Até o Último Homem e Silêncio.

Vale o ingresso?

O ponto alto é Garfield. Esqueça o Homem-Aranha: aqui ele prova que é ator dramático de verdade. O sorris sarcástico do início dá lugar a olhares pesados, e ele segura um personagem tetraplégico usando só rosto e voz — algo que exige técnica absurda.

Claire Foy também brilha. A Diana dela tem garra, e a química entre os dois é o que mantém o filme de pé em qualquer momento mais piegas.

O ponto fraco é o tom açucarado em alguns momentos. A estrutura é clássica de filme de superação, e Quem busca reviravoltas surpreendentes pode achar o roteiro previsível. Faltou um pouco de aspereza para evitar a sensação de novela britânica bem produzida.

Curiosidades dos bastidores

  • O longa é a estreia de Andy Serkis como diretor de um longa-metragem de ficção, depois de anos como referência em captura de movimento (Gollum, King Kong, César).
  • Jonathan Cavendish, filho do verdadeiro Robin, é o produtor do filme — ou seja, Serkis dirigiu a história do sogro do amigo.
  • A cadeira de rodas motorizada mostrada no longa foi inspirada no modelo real inventado pelo amigo Bloggs e o próprio Robin Cavendish, exposto até hoje no Science Museum de Londres.

Perguntas frequentes

Uma Razão para Viver é baseado em fatos reais? Sim. A história é baseada na vida de Robin Cavendish, diagnosticado com poliomielite em 1958 e que viveu mais 36 anos preso a um respirador, em casa, junto da família.

Quem dirige Uma Razão para Viver? O ator Andy Serkis, famoso por interpretar Gollum no Senhor dos Anéis, em sua estreia como diretor de um longa.

Tem cena pós-créditos? Não. O longa termina de forma convencional, com uma cartela final contextualizando o impacto real da história de Robin Cavendish.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas biográficos britânicos, especialmente quem gostou de A Senhora da Van e 118 dias.
  • Quem admira atuações de Andrew Garfield fora dos blockbusters e curte o estilo de Claire Foy pós-The Crown.
  • Público que gosta de histórias reais de superação com foco em drama e romance familiar, sem grandes efeitos especiais.