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Uma Mulher Fantástica

Uma Mulher Fantástica

14 Drama Duração: 1h 44min

O que é Uma Mulher Fantástica

Marina trabalha como garçonete e cantora de boate em Santiago. Ela sonha com uma carreira musical, cuida da aparência com disciplina e divide a vida com Orlando, um homem mais velho que a apoia de verdade.

Quando Orlando morre de forma repentina, o luto de Marina esbarra em uma muralha institucional. A família dele, a polícia, o hospital e até a funerária tratam ela como suspeita, invasora e aberração. A transição da protagonista, que já era o centro da própria vida, vira alvo de uma cruzada moral movida por gente que nunca dividiu uma mesa com ela.

O longa assume o ponto de vista dela do início ao fim, e esse é o motor de tudo.

Estreia e legado

Uma Mulher Fantástica chegou ao circuito brasileiro em 7 de setembro de 2017, pouco depois de conquistar o Urso de Prata de Melhor Roteiro em Berlim. A recepção crítica foi calorosa, e o filme ganhou tração ao ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Em março de 2018, o longa de Sebastián Lelio levou a estatueta dourada como Melhor Filme Estrangeiro, um feito histórico para o cinema chileno, que só tinha chegado à categoria em momentos pontuais.

A vitória transformou a protagonista em símbolo de uma discussão global sobre representatividade trans na tela grande. Hoje, o título aparece em praticamente toda lista essencial de cinema latino contemporâneo e é citado como divisor de águas em obras que tratam identidade de gênero com densidade dramática, sem exotismo nem caricatura.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a condução firme de Lelio amarra um tema delicado sem apelar para o melodrama gratuito. A trilha, os planos longos e a mise-en-scène dão peso a cada silêncio de Marina, e a relação com o corpo da protagonista é filmada com uma intimidade que evita o olhar voyeur.

Ponto alto: a Daniela Vega sustenta o filme nas costas. É uma performance física, contida e ao mesmo tempo explícita quando precisa ser, que fez história ao ser a primeira atriz trans a apresentar uma categoria no Oscar.

Ponto fraco: o ritmo é contemplativo demais em alguns blocos, especialmente nas visitas de Marina a órgãos burocráticos, e pode frustrar quem busca viradas dramáticas explosivas.

Curiosidades de bastidores

  • Daniela Vega foi a primeira pessoa trans a apresentar uma categoria ao vivo no Oscar, em 2018, quando subiu ao palco para anunciar o vencedor de Melhor Canção Original.
  • O roteiro de Lelio e Gonzalo Maza foi escrito após entrevistas com mulheres trans chilenas, o que moldou inclusive o uso do corpo de Marina nas cenas de natação.
  • Sebastián Lelio dirigiu o remake americano do próprio filme: o longa Disobedience (2017), com Rachel Weisz, lançado no mesmo ano e disponível no portal.

Perguntas frequentes

Uma Mulher Fantástica ganhou o Oscar?

Sim. Em 2018, o filme venceu a categoria de Melhor Filme Estrangeiro, consagrando o cinema chileno no palco principal da premiação.

Quem dirige Uma Mulher Fantástica?

A direção é de Sebastián Lelio, cineasta chileno responsável também por Gloria, O Clube e Disobedience.

O filme tem cenas fortes ou conteúdo sensível?

Sim. Há cenas de nudez, discussões acaloradas, assédio e violência psicológica. A classificação no Brasil é 14 anos, e o longa não é recomendado para quem prefere tramas leves.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de drama de caráter social, interessado em obras como Aqui não aconteceu nada e O Clube, do mesmo diretor.
  • Quem acompanha o cinema latino contemporâneo, especialmente títulos chilenos como Neruda e Machuca.
  • Leitores de ensaios sobre identidade de gênero, política do corpo e teoria queer, que curtem filmes como Disobedience e Gloria.

Título original: Una mujer fantástica

País de origem: Chile

Data do lançamento: 07/09/2017

Distribuidora: Imovision

Diretor: Sebastián Lelio

Principais atores: