Veja o trailer do filme Uma Mulher Fantástica
Uma Mulher Fantástica
O que é Uma Mulher Fantástica
Marina trabalha como garçonete e cantora de boate em Santiago. Ela sonha com uma carreira musical, cuida da aparência com disciplina e divide a vida com Orlando, um homem mais velho que a apoia de verdade.
Quando Orlando morre de forma repentina, o luto de Marina esbarra em uma muralha institucional. A família dele, a polícia, o hospital e até a funerária tratam ela como suspeita, invasora e aberração. A transição da protagonista, que já era o centro da própria vida, vira alvo de uma cruzada moral movida por gente que nunca dividiu uma mesa com ela.
O longa assume o ponto de vista dela do início ao fim, e esse é o motor de tudo.
Estreia e legado
Uma Mulher Fantástica chegou ao circuito brasileiro em 7 de setembro de 2017, pouco depois de conquistar o Urso de Prata de Melhor Roteiro em Berlim. A recepção crítica foi calorosa, e o filme ganhou tração ao ser indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.
Em março de 2018, o longa de Sebastián Lelio levou a estatueta dourada como Melhor Filme Estrangeiro, um feito histórico para o cinema chileno, que só tinha chegado à categoria em momentos pontuais.
A vitória transformou a protagonista em símbolo de uma discussão global sobre representatividade trans na tela grande. Hoje, o título aparece em praticamente toda lista essencial de cinema latino contemporâneo e é citado como divisor de águas em obras que tratam identidade de gênero com densidade dramática, sem exotismo nem caricatura.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a condução firme de Lelio amarra um tema delicado sem apelar para o melodrama gratuito. A trilha, os planos longos e a mise-en-scène dão peso a cada silêncio de Marina, e a relação com o corpo da protagonista é filmada com uma intimidade que evita o olhar voyeur.
Ponto alto: a Daniela Vega sustenta o filme nas costas. É uma performance física, contida e ao mesmo tempo explícita quando precisa ser, que fez história ao ser a primeira atriz trans a apresentar uma categoria no Oscar.
Ponto fraco: o ritmo é contemplativo demais em alguns blocos, especialmente nas visitas de Marina a órgãos burocráticos, e pode frustrar quem busca viradas dramáticas explosivas.
Curiosidades de bastidores
- Daniela Vega foi a primeira pessoa trans a apresentar uma categoria ao vivo no Oscar, em 2018, quando subiu ao palco para anunciar o vencedor de Melhor Canção Original.
- O roteiro de Lelio e Gonzalo Maza foi escrito após entrevistas com mulheres trans chilenas, o que moldou inclusive o uso do corpo de Marina nas cenas de natação.
- Sebastián Lelio dirigiu o remake americano do próprio filme: o longa Disobedience (2017), com Rachel Weisz, lançado no mesmo ano e disponível no portal.
Perguntas frequentes
Uma Mulher Fantástica ganhou o Oscar?
Sim. Em 2018, o filme venceu a categoria de Melhor Filme Estrangeiro, consagrando o cinema chileno no palco principal da premiação.
Quem dirige Uma Mulher Fantástica?
A direção é de Sebastián Lelio, cineasta chileno responsável também por Gloria, O Clube e Disobedience.
O filme tem cenas fortes ou conteúdo sensível?
Sim. Há cenas de nudez, discussões acaloradas, assédio e violência psicológica. A classificação no Brasil é 14 anos, e o longa não é recomendado para quem prefere tramas leves.
Pra quem é este filme:
- Fãs de drama de caráter social, interessado em obras como Aqui não aconteceu nada e O Clube, do mesmo diretor.
- Quem acompanha o cinema latino contemporâneo, especialmente títulos chilenos como Neruda e Machuca.
- Leitores de ensaios sobre identidade de gênero, política do corpo e teoria queer, que curtem filmes como Disobedience e Gloria.
Título original: Una mujer fantástica
País de origem: Chile
Data do lançamento: 07/09/2017
Distribuidora: Imovision
Diretor: Sebastián Lelio
Principais atores: