Um Casal Quase Perfeito vale a pena? O que esperar do filme
Ricos contra pobres. Gelo contra fogo. A história de Um Casal Quase Perfeito combina dois ingredientes que, juntos, renderam um dos dramas românticos esportivos mais lembrados dos anos 90.
Kate Moseley é uma patinadora mimada, filha de um empresário obcecado por medalhas. Doug Dorsey é um jogador de hóquei no gelo que perdeu a chance de ir para a NHL por causa de uma lesão nos olhos. Os dois não se suportam, mas o mesmo gelo que os separa também vai uni-los.
Dirigido por Paul Michael Glaser, o filme aposta em química de elenco e nas sequências de patinação para fisgar o espectador, mesmo quem não acompanha esporte nenhum.
Quando estreou e por que ainda é lembrado
Um Casal Quase Perfeito chegou aos cinemas em 1992, lançado pela Metro-Goldwyn-Mayer com o título original The Cutting Edge. A premissa, que misturava patinação artística e romance de inimigos que se apaixonam, viralizou no boca a boca e gerou duas continuações diretas para TV.
O longa fez sucesso especialmente entre o público adolescente e jovem adulto, embalado pela trilha sonora com gravações de Trey Lorenz e Vonda Shepard. Embora não tenha vencido nenhum Oscar ou Cannes, entrou para o imaginário dos anos 90 ao lado de comédias românticas como Chaplin.
Hoje, é lembrado como um clássico cult do subgênero romance + esporte, sempre resgatado por quem sente falta de filmes leves sobre patinação no gelo e finais previsíveis.
Vale o ingresso? Pontos altos e baixos
Ponto alto: a química entre Moira Kelly e D.B. Sweeney é o motor do filme. As cenas de patinação são convincentes e a transformação do casal funciona porque os dois atores entregam bem a transição do ódio ao amor.
Ponto alto: o roteiro usa com eficiência o contraste entre a herdeira rica e o atleta de origem humilde, criando conflitos familiares que vão além do par central.
Ponto fraco: o terceiro ato escorrega para soluções fáceis. A cena da lesão ocular que define o parceiro vira conveniência narrativa, não consequência orgânica.
Ponto fraco: a duração peca por inchaço. Poderia render uns 15 minutos a menos sem perder substância.
3 curiosidades sobre os bastidores
- As coreografias de patinação foram criadas por Robin Cousins, medalhista de ouro olímpico em 1980, para garantir autenticidade nos movimentos.
- D.B. Sweeney e Moira Kelly fizeram grande parte das cenas no gelo sem dublês, o que é raro em filmes do gênero.
- O longa gerou duas continuações para TV: The Cutting Edge: Going for the Gold (2006) e The Cutting Edge: Fire and Ice (2010), além de uma série animada.
Perguntas frequentes sobre Um Casal Quase Perfeito
Um Casal Quase Perfeito é baseado em história real?
Não. A história é ficção, embora o roteiro tenha usado como pano de fundo fatos reais da preparação olímpica para Albertville 1992, onde a patinação em duplas ganhou destaque.
Quem é o ex-jogador de hóquei no filme?
Doug Dorsey, vivido por D.B. Sweeney. A carreira dele no hóquei é interrompida por uma lesão nos olhos, o que o empurra para a patinação artística.
Tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a performance final e os créditos sobem em seguida, sem teaser extra.
Pra quem é este filme:
- Fãs de romances com dinâmica de inimigos que se apaixonam, tipo Orgulho e Preconceito no gelo.
- Quem gosta de filmes de esporte dos anos 90, como Em Luta Pelo Amor e esqueça o drama pesado.
- Adeptos de patinação artística que querem ver uma ficção leve sobre o mundo das duplas olímpicas.