Veja o trailer do filme Tudo Por Amor
Sobre o que é Tudo Por Amor
Marion Donnell é uma jovem estenógrafa que trabalha em um escritório de advocacia em Nova York. Em um fim de semana na casa de praia da patroa, ela conhece um rapaz rico, se apaixona e aceita um casamento precipitado.
O problema começa quando a família dele descobre o matrimônio já consumado e entra com uma ação para anular os votos. Grávida, sem marido e expulsa da cobertura, Marion vira assunto da alta sociedade nova-iorquina.
É o tipo de melodrama de bastidores que marcou a Hollywood clássica: dinheiro, escândalo, sexo e reputação em jogo. O roteiro acelera nas reviravoltas e desacelera nas cenas íntimas entre o casal, equilibrando a crítica social com o romance propriamente dito.
Dirigido por Edmund Goulding, o longa original de 1931 encontrou uma releitura moderna nas mãos de Joel Schumacher em 1991, com Julia Roberts e Campbell Scott no lugar de Gloria Swanson e Robert Ames.
Estreia e legado
Não estamos falando de um lançamento recente. Tudo Por Amor estreou nos cinemas brasileiros em 13 de setembro de 1991, pela Fox Film do Brasil, e circulou em VHS nos anos 90, quando a Julia Roberts já explodia depois de Pretty Woman.
Hoje, o longa é lembrado como um drama de época que sobrevive mais pelo elenco do que pelo roteiro. Não levou Oscar, não disputou Palma de Ouro e não marcou a cultura pop como Ghost ou Thelma & Louise, que saíram no mesmo ano.
Sua importância está no retrato cru de uma mulher sem rede de proteção em uma sociedade que condena a mulher que escolhe errado na cama. O filme dialoga com Comer Rezar Amar e com outras histórias de reconstrução feminina.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de Joel Schumacher segura o melodrama com mão firme. Nada de musiquinha subindo na hora do beijo ou câmera lenta forçada. As cenas entre Hillary e Victor têm silêncio, olhares e uma intimidade rara no romance comercial.
Outro mérito é a Julia Roberts pré-oscar. Ela ainda não tinha o carisma monumental de Erin Brockovich, mas já mostra a entrega que a tornaria a maior atriz de sua geração. A cena da primeira quimioterapia, sem diálogo, vale o filme inteiro.
Ponto fraco: o terço final. O roteiro insiste em prolongar a agonia de Victor além do necessário, o que gera uma sensação de manipulação emocional. Quem não gosta de drama de doença pode abandonar a sessão nos últimos 30 minutos.
A trilha sonora de James Newton Howard, bonita no papel, reaproveita o mesmo tema piano-e-cordas em frequência que cansa antes do esperado. É trilha de novela das nove bem feita, só que em dose tripla.
Curiosidades dos bastidores
- O roteiro de Dying Young foi escrito em 1969 por Marti Leax, mas ficou engavetado por duas décadas até a Fox decidir produzir com Julia Roberts no papel principal.
- A casa usada como residência de Victor Geddes pertence ao ator Christopher Reeve, amigo pessoal de Campbell Scott na vida real.
- A trilha sonora original de James Newton Howard foi substituída por músicas pop de marca de洗发水 (shampoo) na versão de TV exibida nos anos 90, o que irritou o compositor.
Perguntas frequentes
Tudo Por Amor tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com uma cena fechada e definitiva, sem teaser ou gancho para continuação. Saia do cinema sem pressa.
É o mesmo filme de Moulin Rouge?
Não. São duas histórias diferentes, de décadas diferentes. Tudo Por Amor é drama de doença, Moulin Rouge é musical de época com Nicole Kidman e Ewan McGregor.
Julia Roberts ganhou prêmio por Tudo Por Amor?
Não. O papel de Hillary foi indicado ao Globo de Ouro de Melhor Atriz em Drama, mas ela perdeu para Jodie Foster por O Silêncio dos Inocentes. Foi em 1992, mesmo ano em que Thelma & Louise consolidou seu status de estrela.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Julia Roberts que querem ver a atriz antes do estrelato total e colecionam filmes da fase anos 90.
- Quem curte dramas de doença executados com discrição, sem apelar para o drama hospitalar hollywoodiano tradicional.
- Leitores de Nicholas Sparks e Sarah Jio que preferem histórias de amor Adulto, com sexo explícito, dinheiro em jogo e finais nem sempre felizes.
Título original: Dying Young
País de origem: EUA
Data do lançamento: 13/09/1991
Distribuidora: Fox Film do Brasil
Diretor: Joel Schumacher, Edmund Goulding
Principais atores: