Veja o trailer do filme Tratamento de Choque
Do que se trata Tratamento de Choque
Dave Buznik é daqueles caras que engolem sapo o dia inteiro. Gerente de uma empresa de vestuário, evita conflito até com a máquina de café do escritório.
Durante um voo, um engano o coloca em conflito com comissários e a Justiça o obriga a fazer terapia de controle de raiva. O psicólogo designado é o Dr. Buddy Rydell, um profissional nada convencional que decide aplicar um método agressivo: morar junto do paciente.
Dirigida por Peter Segal, a comédia mostra o choque entre os dois opostos e usa o tema da saúde mental como combustível para piadas. Para quem curte sátiras psicológicas, é um terreno próximo de O Iluminado e Um Estranho no Ninho, só que em chave de humor pastelão.
Estreia, legado e repercussão
Tratamento de Choque chegou aos cinemas em 2003 nos Estados Unidos e desembarcou no Brasil com distribuição da Columbia Pictures. Estreou em circuito comercial, mas com campanha modesta, justamente porque a crítica norte-americana massacrou o roteiro logo nos primeiros dias de exibição.
O filme foi indicado em cinco categorias do Framboesa de Ouro, incluindo Pior Filme, Pior Ator para Adam Sandler e Pior Ator Coadjuvante para Jack Nicholson. Nenhuma das estatuetas foi efetivamente vencida pela produção.
Apesar do fracasso de crítica, o longa virou item cult entre fãs de Sandler e Nicholson, e costuma aparecer em listas de comédias de comportamento. Hoje é lembrado como um experimento curioso do começo dos anos 2000, quando Hollywood apostava forte em duplas de opostos para vender ingresso.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a parceria entre Adam Sandler e Jack Nicholson funciona como motor da comédia. Nicholson se entrega ao ridículo com energia, e Sandler serve como contraponto certinho na medida. As cenas no apartamento e os treinamentos de raiva rendem os melhores momentos.
Ponto fraco: o roteiro é irregular e aposta em piadas batidas sobre terapia, homens-urso e sitcom familiar. O terceiro ato perde ritmo e o desfecho resolve tudo de forma preguiçosa. Não espere uma sátira afiada como em A Grande Aposta.
Curiosidades de bastidores
- O título original em inglês é Shock Treatment, mesmo nome de um musical de 1981 dirigido por Jim Sharman, que é sequência não-oficial de The Rocky Horror Picture Show, listada em The Rock Horror Picture Show.
- As sessões de terapia em grupo foram filmadas em locações reais de Nova York, com participação de figurantes que não eram atores profissionais.
- Jack Nicholson improvisou boa parte das reações mais exageradas do Dr. Rydell, o que deixou o diretor Peter Segal com material extra na ilha de edição.
Perguntas frequentes
Tratamento de Choque é bom? É razoável. Funciona como comédia pipoca pelos protagonistas, mas o roteiro é fraco e foi indicado ao Framboesa de Ouro. Dá para assistir uma vez sem se arrepender.
Qual a duração de Tratamento de Choque? O filme tem 94 minutos, porte compacto para uma comédia. É sessão rápida, ideal para quem quer um passatempo leve.
Tratamento de Choque tem cena pós-créditos? Não. O longa termina antes dos créditos e não há nenhuma sequência extra após a ficha técnica.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédias de Adam Sandler nos anos 2000, que consomem seus filmes em sessões pipoca no sofá.
- Admiradores de Jack Nicholson que colecionam DVDs do ator e curtem papéis de personagens excêntricos.
- Quem gosta de sátiras sobre terapia e saúde mental, leitor de artigos sobre comportamento e cultura pop dos anos 2000.
Título original: Shock Treatment
País de origem: Estados Unidos
Data do lançamento: 31/12/1980
Distribuidora: Columbia Pictures do Brasil
Diretor: Peter Segal, Jim Sharman
Principais atores: