Veja o trailer do filme Trair e Coçar, É Só Começar

Trair e Coçar, É Só Começar

Trair e Coçar, É Só Começar

Comédia Duração: 1h 33min

Trair e Coçar, É Só Começar — a comédia dos mal-entendidos no condomínio

Num condomínio de classe média alta, a empregada Olímpia (Adriana Esteves) tem uma certeza inabalável: seus patrões formam o casal mais perfeito do prédio.

Quando Cássio Gabus Mendes (Eduardo) volta de um congresso em Brasília, Olímpia enxerga sinais de traição por todos os lados — incluindo uma dançarina chamada Salete que ele mal conhece.

Daí pra frente, a confusão se espalha pelo prédio como rastilho. O síndico (Otávio Müller), o casal de vizinhos (Mário Schoemberger e Mônica Martelli) e mais uma turma de maldosos viram peça de um dominó de fofocas e interpretações erradas.

Dirigida por Moacyr Góes, a comédia aposta no formato de sitcom alongada, com cenário único, muitos personagens entrando e saindo de cena e timing de piada físico.

De 2006 aos dias de hoje: como o filme envelheceu

Estreou nos cinemas brasileiros em 25 de agosto de 2006, em meio a um calendário aquecido de comédias nacionais. Foi uma das várias apostas da Fox Film do Brasil pelo humor de costumes paulistano.

Não disputou premiações internacionais, mas rendeu bom público nas sessões de cinema e migrou rápido para a TV aberta, onde virou reprise frequente em sessões de comédia.

Hoje, o filme é lembrado como exemplo de comédia de condomínio, subgênero que emplacou com pé firme no Brasil nos anos 2000. Seu maior legado é ter reunido um elenco de TV consolidado em um formato cinematográfico de piadas em sequência, quase como um episódio gigante de série.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Adriana Esteves e Márcia Cabrita. As duas funcionam como uma dupla de comédia clássica, disputando cada cena com timing afiado e expressões que rendem sozinhas. A cena no salão de festas é a melhor amostra do que o filme sabe fazer.

Ponto fraco: o roteiro alonga certas confusões além do que o humor sustenta, e algumas piadas dependem mais de gritaria do que de construção cômica. Quem busca uma comédia com reviravoltas criativas pode sentir que falta fôlego na segunda metade.

Para uma sessão de 93 minutos sem compromisso, entrega o que promete. Mas se a comédia nacional exigir mais de você, vale conferir Gosto se Discute ou Até que a Sorte nos Separe 3, com mecânica de humor mais afiada.

Curiosidades de bastidor

  • O roteiro foi escrito por Moacyr Góes em parceria com Jorge Furtado, uma das duplas mais respeitadas do humor gaúcho
  • Várias cenas foram construídas com base em improviso do elenco, principalmente entre Adriana Esteves e Márcia Cabrita
  • O filme foi filmado em estúdio com reprodução de cenário de condomínio, reforçando o visual de sitcom

Perguntas frequentes

Trair e Coçar, É Só Começar é uma comédia romântica? Mais comédia de costumes do que romântica. Não tem casal central se formando, e sim casais já formados entrando em crise por mal-entendidos.

Quem dirige o filme? A direção é de Moacyr Góes, com codireção de Jorge Furtado em algumas sequências.

Tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com resolução no próprio conflito do condomínio e os créditos finais fecham sem extras.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédias de costumes brasileiras dos anos 2000, especialmente o estilo sitcom de cenário único
  • Quem acompanha novelas da Globo e quer ver elenco conhecido em registro cômico leve, como Bianca Byington e Thiago Fragoso
  • Espectadores que procuram uma sessão curta, sem violência e cheia de confusões de mal-entendido, tipo Os Trapos Enganam versão tropical