The Osiris Child: Science Fiction Volume One

The Osiris Child: Science Fiction Volume One

O futuro tem dono, e não é você

The Osiris Child: Science Fiction Volume One é um filme de ficção científica australiano que aposta na velha fórmula: dois estranhos, uma missão impossível e um planeta em chamas.

Num futuro de colonização interplanetária, Sy Lombrok é um ex-enfermeiro que virou andarilho e carrega um passado que ele preferia esquecer. Já Kane Sommerville é um tenente da corporação militar Exor, treinado para seguir ordens — até a filha dele virar moeda de troca numa crise global.

Os dois se juntam numa corrida contra o tempo para resgatar Indi, enquanto facções políticas e criaturas alienígenas transformam o cenário num caos. O diretor Shane Abbess entrega um longa com cara de graphic novel espacial, mais interessado em adrenalina do que em filosofia.

Como o filme nasceu (e por que você não ouviu falar dele)

O longa estreou em 2016 na Austrália, fruto de uma campanha de financiamento coletivo que virou案例 de produção independente no país. Abbess vinha de Infini, de 2015, outro sci-fi de orçamento apertado, e repetiu a dose aqui: elenco jovem, cenários práticos e muita referência a filmes de ação dos anos 80.

Foi exibido em festivais menores e ganhou distribuição limitada em mercados como os Estados Unidos, com recepção morna da crítica. Hoje é lembrado como um cult obscuro entre fãs de ficção científica espacial estilo B.

Não ganhou Oscar, não competiu em Cannes e nem tinha essa pretensão. É o tipo de produção que sobrevive no boca a boca e em listas de Letterboxd.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o design de produção é acima da média para o orçamento. Os cenários têm textura, as naves parecem reais e a paleta de cores mistura ocre, cinza e neon com competência. As cenas de ação não economizam em explosões e perseguições.

O elenco entrega presença: Kellan Lutz, conhecido por Crepúsculo e Imortais, assume o protagonismo físico com desenvoltura, e Daniel MacPherson segura o lado dramático da parceria.

Ponto fraco: o roteiro tenta abraçar mundo demais em pouco tempo. Termos, planetas e corporações se acumulam sem o respiro necessário para o espectador criar vínculo com qualquer um deles. A mitologia dos Exor e da colônia-prisão fica na superfície.

Algumas atuações coadjuvantes soam engessadas, e o ritmo perde fôlego no segundo ato, quando o longa tenta virar épico antes de voltar a ser filme B. Não é um desastre, mas também não esconde as limitações.

Curiosidades de bastidores

  • O filme foi financiado em parte por uma campanha de crowdfunding que virou referência na Austrália para sci-fi independente.
  • Parte das cenas de ação foi rodada em locações reais no deserto australiano, dispensando sets digitais para os exteriores.
  • O subtítulo "Volume One" no título sugere um universo expandido — planos para uma continuação nunca saíram do papel.

Perguntas frequentes

The Osiris Child tem continuação?

Não lançada. O subtítulo "Volume One" indicava ambição de franquia, mas o projeto não avançou para um segundo longa.

O filme está disponível em streaming no Brasil?

Não há confirmação de catálogo fixo em plataformas nacionais. Consulte a seção de programação acima para ver opções de exibição online atualizadas.

É parecido com Mad Max ou Duna?

Tem DNA em comum com ambos: estética desértica, veículos customizados e geopolítica entre facções, mas com orçamento e ambição muito menores. Pense mais em Mercenários 3 no espaço do que em Villeneuve.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de ficção científica espacial que cresceram jogando Mass Effect e lendo quadrinhos europeus tipo Metal Hurlant.
  • Quem curte filmes de ação B com ambição de blockbuster, tipo Riddick e o Mad Max mais pé-no-chão.
  • Apreciadores de ficção científica australiana underground, dispostos a garimpar pérolas fora do circuito hollywoodiano.