Veja o trailer do filme Imortais
O que esperar do filme
Em Imortals, Tarsem Singh transforma a Grécia Antiga em um cenário de cores saturadas e composições quadro a quadro, mais próximo de uma pintura em movimento do que de um filme de ação convencional.
A premissa é direta: o tirano Hiperion quer encontrar o Arco de Épiro, arma capaz de libertar os Titãs e matar os deuses. Quem pode detê-lo é um pastor sem treino militar, Theseus, guiado por um velho que é mais do que parece.
O roteiro aposta no visual para compensar diálogos fracos. Para quem curte fantasia com peso estético, ele cumpre; para quem busca uma dramaturgia mais sólida, fica devendo.
Estreia e legado
Imortals chegou aos cinemas norte-americanos em 11 de novembro de 2011 e desembarcou no Brasil em 23 de dezembro do mesmo ano, aproveitando o período de festas.
Não chegou a ser um fenômeno de bilheteria, mas faturou o suficiente para entrar na lista dos longas de fantasia mitológica rentáveis da década. Passou longe de indicações ao Oscar, embora tenha rendido a Tarsem comparações com o universo estético de Zack Snyder.
O legado mais curioso ficou com o elenco: o filme funcionou como vitrine para Henry Cavill, que logo depois seria escalado como Superman em Homem de Aço e Batman Vs. Superman. Luke Evans e Freida Pinto também estavam em fase de ascensão na mesma época.
Hoje é lembrado como um objeto de nicho, cultuado por quem gosta de aventura estilizada e criticado por quem sente falta de substância no roteiro.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de arte é o grande trunfo. Cada cena parece um quadro renascentista reimaginando a Grécia Antiga, com direito a slow motion calculado, partículas douradas e figurinos pesados. É cinema para ser visto em tela grande.
Ponto alto: a sequência do labirinto e o confronto final com os Titãs entregam o tipo de espetáculo grandioso que o gênero pede, sem depender demais de computação gráfica óbvia.
Ponto fraco: o roteiro é raso. Os personagens são mais símbolos do que pessoas, e os diálogos variam entre poéticos e cringe. Mickey Rourke entrega um vilão caricato, com direito a elmo torto e olhar de vilão de novela.
Ponto fraco: o romance entre Theseus e Phaedra não convence e ocupa tempo demais em uma história que precisava de mais espaço para o conflito central.
Curiosidades dos bastidores
- O filme foi rodado em sets enormes construídos no Canadá, e não na Grécia. A intenção era criar uma mitologia que parecesse real, mas estilizada, como um sonho grego filtrado pela fotografia de Tarsem.
- Henry Cavill fez o teste para o papel enquanto ainda estava em fase de negociação para Superman. Ele só revelou esse detalhe anos depois, mostrando que já era considerado para grandesブロック em 2011.
- Antes de fechar com Tarsem Singh, o estúdio chegou a negociar com nomes como Jonathan Liebesman e Louis Leterrier para dirigir o projeto.
Perguntas frequentes
Imortais é bom?
Depende do que você procura. É um bom filme de fantasia visual, mas um filme medíocre de história. Funciona melhor para quem prioriza estética e sequências de ação estilizadas, do que para quem quer mitologia bem construída.
Imortais tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma definitiva, sem teasers extras. Pode levantar e desligar a TV sem medo de perder algo.
Imortais é baseado em qual mito grego?
É uma releitura livre do mito de Teseu, mas mistura elementos de outros heróis gregos, além de inserir o Arco de Épiro e os Titãs como peças próprias da ficção do filme. Não é uma adaptação fiel de nenhuma fonte clássica.
Pra quem é este filme:
- Fãs de fantasia visualmente carregada, que valorizam fotografia e direção de arte acima de roteiro (pratos cheios para admirar Tarsem Singh, de O Céu de Suely e Mirror Mirror).
- Quem acompanha a carreira de Henry Cavill querendo ver o trabalho que antecedeu o Superman, e tem curiosidade sobre Mickey Rourke em modo vilão de fantasia.
- Leitores de quadrinhos e mitologia grega que gostam de releituras livres, mais próximas de um God of War cinematográfico do que de Homero.
Título original: Imortais
País de origem: EUA
Data do lançamento: 23/12/2011
Diretor: Tarsem Singh, Alê Abreu
Principais atores: