Veja o trailer do filme The Monkey King
The Monkey King
O que esperar do filme
Sun Wukong é um macaco que nasceu de uma pedra celestial, e essa origem explica o motivo dele ter saído do chão com poderes absurdos: ele é rápido demais, forte demais e inconvenientemente arrogante.
A trama acompanha a sua rebelião contra o reino celestial, a derrota para o Buda e os 500 anos preso embaixo de uma montanha. Quando finalmente é solto, surge a missão: escoltar um monge numa travessia da Índia até a China carregando escrituras budistas.
É uma adaptação moderna de Jornada ao Oeste, a obra clássica de Wu Cheng'en, e assume desde o início que o espectador entende que a versão da mitologia será uma versão pop, colorida e com muito humor de pancadaria.
Estreia e legado
The Monkey King chegou aos cinemas da China em 2014 e ganhou distribuição internacional no ano seguinte, incluindo sessões em 3D no circuito ocidental. Foi um dos filmes asiáticos de fantasia de maior orçamento da sua safra, bancado pela Edko Films e distribuído com a ajuda da Fox em alguns mercados.
O longa buscou repetir nas bilheterias o sucesso de Herói e O Tigre e o Dragão, apostando em efeitos visuais, wire-fu estilizado e humor escrachado. O resultado comercial foi razoável, mas a crítica internacional recebeu de forma morna.
Para o público brasileiro, circulou em circuito alternativo e em edições domésticas, formando um cult entre fãs de artes marciais e de fantasia mitológica chinesa. Hoje é lembrado menos como uma adaptação fiel e mais como um espetáculo de ação pop com elenco de peso.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a coreografia de luta é vigorosa, o visual caprichado e a presença de Donnie Yen e Chow Yun Fat garante carisma nas cenas de combate. O filme também diverte ao brincar com o perfil debochado do Rei Macaco.
Ponto fraco: o ritmo é irregular, com cenas de ação longas demais e trechos expositivos que travam a narrativa. O roteiro simplifica pontos importantes da mitologia original e perde parte do peso dramático que versões anteriores, como Herói, souberam explorar.
Bastidores e curiosidades
- A produção misturou capturas de performance com efeitos CGI extensos, especialmente nas transformações de Sun Wukong, que exigiram um sistema próprio de motion tracking facial.
- Esta não é a primeira adaptação cinematográfica de Jornada ao Oeste com a assinatura da família Wan, que já tinha animado o clássico chinês O Rei Macaco nos anos 1960. O diretor Wan Laiming figura como consultor criativo no projeto.
- O coreógrafo de lutas foi Yuen Woo-ping, responsável por coreografias de clássicos como Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword Of Destiny e da trilogia Matrix.
Perguntas frequentes
The Monkey King é fiel ao livro Jornada ao Oeste?
Não. O longa pega emprestados os personagens principais e algumas situações, mas corta arcos inteiros, simplifica conflitos e prioriza o espetáculo de ação. É uma adaptação livre, não uma releitura literária.
Qual é a classificação indicativa do filme?
A classificação varia conforme o país. No Brasil, confira a classificação atualizada no cartaz da sala antes de comprar o ingresso, já que pode haver diferenças entre as versões em 2D e 3D.
The Monkey King tem cena pós-créditos?
Em algumas versões exibidas no circuito internacional, há uma sequência adicional ao final dos créditos. O ideal é ficar até o último quadro para conferir.
Pra quem é este filme:
- Fãs de fantasia mitológica chinesa que querem ver uma versão pop de Jornada ao Oeste.
- Quem curte filmes de artes marciais estilizadas com wire-fu e humor físico.
- Espectadores interessados em produções asiáticas de grande orçamento com efeitos 3B exuberantes.
Título original: Xi You ji: Da nao tian gong
País de origem: China
Data do lançamento: 31/12/2014
Diretor: Pou-Soi Cheang, Wan Laiming, Tang Cheng
Principais atores: