Veja o trailer do filme Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword Of Destiny

Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword Of Destiny

Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword Of Destiny

O que esperar do filme

Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny é a sequência tardia do clássico de Ang Lee, agora sob o comando do coreógrafo Woo-Ping Yuen, referência em artes marciais no cinema.

A história se passa 18 anos após a morte de Li Mu Bai. Michelle Yeoh retorna como Yu Shu Lien, chamada para proteger a lendária Espada do Destino, uma lâmina forjada na dinastia Qin, cravejada de detalhes esverdeados e considerada a mais poderosa de sua época.

O objeto desperta a cobiça de Hades Dai (Jason Scott Lee), um déspota local que envia o jovem Tiefang (Harry Shum Jr.) para roubá-la. A defesa inesperada fica por conta de Snow Vase (Natasha Liu Bordizzo), uma garota de passado misterioso, e de Silent Wolf (Donnie Yen), que guarda uma ligação afetiva com Shu Lien.

Estreia e legado

O longa foi lançado em 2016, produzido como um dos primeiros grandes títulos originais da Netflix em parceria com a Weinstein Company, e chegou ao catálogo global da plataforma no mesmo ano.

A produção foi uma aposta ambiciosa: trazer de volta um universo amado do público e entregar um wuxia com produção em língua inglesa, filmado na Nova Zelândia com cenários naturais que imitam a China antiga.

Apesar da expectativa, a crítica recebeu o filme de forma morna. As principais queixas foram o roteiro raso, a falta da poesia visual do original de Ang Lee e uma narrativa dependente demais da nostalgia do primeiro Crouching Tiger.

Hoje, o título é lembrado como uma curiosidade: um wuxia competente, com lutas memoráveis, que sobrevive mais pelo elenco e pela direção de coreografia de Yuen do que pelo impacto cultural do longa de 2000.

Vale o ingresso?

Ponto alto: as sequências de luta. Yuen, que coreografou Matrix e O Tigre e o Dragão, entrega combates acrobáticos no melhor estilo wuxia, com direito a saltos entre telhados, duelos em bambuzais e a lâmina verde rasgando o ar.

O visual também impressiona: figurinos caprichados, locações naturais exuberantes e uma cinematografia que valoriza cada movimento.

Ponto fraco: o roteiro. A história é funcional, mas nunca alcança a densidade emocional nem a sofisticação temática do filme de Ang Lee. Os personagens novos, como Snow Vase e Tiefang, ficam rasos demais para gerar o mesmo apego.

O ritmo é irregular: entre uma sequência de ação brilhante há trechos de exposição lenta que pesam no meio do filme.

Curiosidades dos bastidores

  • O diretor Woo-Ping Yuen também assina as coreografias, repetendo a parceria que já havia feito em O Tigre e o Dragão original, Kill Bill e Matrix.
  • O filme foi uma das primeiras grandes produções originais da Netflix, em parceria com a Weinstein Company, marcando a entrada da plataforma no mercado de longas de grande orçamento.
  • As filmagens aconteceram na Nova Zelândia, com sets que recriaram vilas, florestas de bambu e montanhas da China antiga, aproveitando paisagens que também serviram a O Sétimo Filho.

Perguntas frequentes

Crouching Tiger: Sword of Destiny é sequência de qual filme?

É a continuação de O Tigre e o Dragão (2000), de Ang Lee, vencedor de quatro Oscars e um dos maiores sucessos do cinema wuxia no Ocidente.

Preciso ter assistido ao primeiro filme para entender este?

Não é obrigatório, mas ajuda bastante. A trama faz várias referências diretas a eventos e personagens do original, especialmente o destino de Li Mu Bai e a lâmina verde.

Onde assistir Crouching Tiger: Sword of Destiny?

O filme está disponível no catálogo da Netflix, que foi sua distribuidora original e segue como a principal plataforma para assisti-lo em aventura oriental.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de wuxia que sentiram falta de produções do gênero depois do boom dos anos 2000.
  • Quem curte combates com ênfase em acrobacia, lâminas e tradição oriental, no estilo de Memórias de uma Gueixa.
  • Espectadores que já assistiram ao primeiro Crouching Tiger e querem revisitar o universo, mesmo sabendo que a experiência é inferior.