Sobre o que é The Last King
Noruega, ano de 1206. O reino está rachado ao meio por uma guerra civil e a única coisa que impede o país de afundar de vez é um bebê de quase dois anos — o futuro rei Haakon Haakonsson.
Quando os dois lados rivais descobrem que a criança é o herdeiro legítimo do trono, a ordem é clara: trazer o pequeno Haakon para território seguro. O problema é que os inimigos estão em todo lugar, o inverno é impiedoso e a trilha até o destino corta montanhas cobertas de neve.
O longa acompanha dois Birkebeiners — guerreiros lendários — encarregados de escoltar o menino em uma fuga de semanas, com pouca comida e inimigos em cada vale.
Lançamento, bastidores e legado
The Last King (no original Birkebeinerne) foi lançado na Noruega em 2016, com direção de Nils Gaup, cineasta que estreou com o cult Pathfinder (1987) e é um dos nomes mais respeitados do cinema sami.
Produzido pela mesmo selo por trás de Conspiração da Fé (2017), o filme foi ambicioso em proporções para a indústria norueguesa — e acabou indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro na corrida daquele ano.
No Brasil chegou em circuito alternativo, com sessão dedicada no Festival de Cinema Nórdico. Hoje, é lembrado como um dos épicos históricos mais sérios da década fora de Hollywood.
É a cara do gênero aventura europeu, com produção de época pesada, muita armadura de couro e lã de verdade, e cenários naturais que dispensam CGI.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a fotografia do inverno norueguês, sombria e crua, e a direção firme de Nils Gaup. As cenas de perseguição na neve têm tensão real, com o vento cortando o áudio e o elenco claramente congelando em cena.
As interpretações carregam bem o peso. Jakob Oftebro e Kristofer Hivju (o Tormund de Game of Thrones) entregam uma dinâmica de opostos interessante, com um ponto de virada emocional no terceiro ato.
Ponto fraco: o segundo ato derrapa em ritmo. Os vários flashbacks para explicar a política do reino quebram a urgência da fuga principal. Quem não conhece a história medieval norueguesa pode se perder nas alianças entre clãs.
Curiosidades dos bastidores
- As filmagens foram feitas em condições reais de inverno norueguês, com temperaturas abaixo de -20°C. Elenco e equipe usavam periodicamente protetores térmicos entre takes.
- Os esquis usados pelos guerreiros são réplicas modernas dos Birkebeiner originais, com pelo e amarração histórica pesquisada em museus escandinavos.
- Kristofer Hivju escalou para o papel de Skjervald às vésperas da gravação de Game of Thrones. As locações de Tom of Finland no norte da Noruega serviram de base visual para a produção.
Perguntas frequentes sobre The Last King
The Last King é baseado em fatos reais? Sim. A fuga do pequeno Haakon em 1206 é um dos episódios mais citados da Idade Média norueguesa e é o evento fundador da maratona Birkebeinerrennet, que ainda existe e é disputada anualmente na Noruega.
Quem é o diretor de The Last King? Nils Gaup, diretor sami cujo primeiro longa, Pathfinder, recebeu indicação ao Oscar em 1988. Gaup assina também o roteiro do filme.
The Last King tem cena pós-créditos? Não. O longa encerra de forma definitiva, com legenda final indicando o destino histórico do rei Haakon IV, considerado um dos maiores monarcas da Noruega medieval.
The Last King foi indicado ao Oscar? Sim, representou a Noruega na categoria de Melhor Filme Internacional na edição de 2017, mas não chegou à lista final de indicados.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Vikings e A Herdeira que procuram a matriz escandinava de verdade, sem o verniz hollywoodiano.
- Leitores de Bernard Cornwell e saga islandesa que curtem épico histórico sangrento e com ritmo de sobrevivência.
- Cineastas e estudantes de fotografia interessados em filmagem ao ar livre em condições climáticas reais.