THE HANDMAIDEN

THE HANDMAIDEN

Ficção Duração: 2h 25min

O que é The Handmaiden e por que ele é citado até hoje

O diretor Park Chan-wook adapta o romance Fingersmith, de Sarah Waters, e transporta a história da Inglaterra vitoriana para a Coreia sob ocupação japonesa nos anos 1930.

A premissa parece um golpe clássico: a ladra Sooke se infiltra como criada na mansão de Hideko, uma herdeira rica que vive reclusa com o tio bibliófilo Kouzuki, para seduzi-la e ajudar um vigarista a roubar a fortuna dela.

O que começa como ficção de crime se transforma em outra coisa a cada virada de ato. Park usa três capítulos que reescrevem o que o espectador acabou de ver, trocando vilões e vítimas de lugar sem perder ritmo.

O resultado é um thriller erótico, histórico e psicológico que conversa diretamente com a filmografia anterior do diretor, em especial Old Boy e Segredos de Sangue.

Quando estreou e qual o legado

The Handmaiden estreou no Festival de Cannes 2016, onde o diretor competiu pela Palma de Ouro e o público ovacionou Kim Min-hee no tapete vermelho.

No Brasil, o longa chegou aos cinemas em 16 de março de 2017, com distribuição da Imovision e classificação 18 anos por sexo explícito, nudez e violência.

Foi indicado ao BAFTA de Melhor Filme Estrangeiro, ganhou o prêmio de Melhor Filme Asiático no Asian Film Awards e figurou em listas de melhor do ano de publicações como Cahiers du Cinéma, Sight & Sound e Indiewire.

Quase uma década depois, segue como referência direta para qualquer releitura asiática de A criada e de dramas de poder entre mulheres em espaços fechados.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a montagem em três atos que reposiciona o espectador a cada capítulo. O roteiro de Park Chan-wook e Jeong Seo-kyeong reordena a moral da história sem repetir uma cena à toa, e a fotografia de Chung Chung-hoon transforma a mansão em quase um personagem.

As atuações de Kim Min-hee e Kim Tae-ri sustentam a virada de tom sem escorregar no melodrama.

Ponto fraco: o segundo ato pede paciência. Park alonga a sedução entre Sooke e Hideko com closes demorados e cenas de sexo explícito que, embora filmadas com precisão, podem soar exibicionistas para quem busca só o suspense do golpe.

Os 145 minutos exigem entrega total: não é um filme para ver distraído no celular.

Curiosidades de bastidores

  • Park Chan-wook comprou os direitos do romance Fingersmith por uma quantia simbólica de Sarah Waters, mas manteve apenas a estrutura do golpe e transplantou a história para a Coreia dos anos 1930.
  • A coleção de livros eróticos japoneses que aparece na mansão foi construída com peças reais de artistas como Hokusai, o que obrigou a produção a negociar com colecionadores particulares.
  • Kim Tae-ri foi escolhida entre 1.500 candidatas após um processo de testes que durou mais de seis meses, em uma das audições mais longas da história do cinema coreano.

Perguntas frequentes sobre The Handmaiden

The Handmaiden tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina antes dos créditos, sem teaser ou cena extra. Quando os créditos começam a subir, o espectador já viu o desfecho completo.

Onde assistir The Handmaiden online?

O filme já passou por catálogos digitais no Brasil, incluindo MUBI e Apple TV. A disponibilidade muda conforme o período de licenciamento, então vale checar nas plataformas listadas abaixo.

Qual a classificação etária de The Handmaiden no Brasil?

O longa foi classificado como 18 anos por cenas frequentes de sexo explícito, nudez frontal e violência. Não é recomendado para menores.

The Handmaiden é baseado em Fingersmith?

Sim, adapta o romance de Sarah Waters deslocando a trama da Inglaterra vitoriana para a Coreia sob ocupação japonesa. A estrutura de três partes e a virada final preservam a espinha dorsal do livro.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema asiático de autor que já maratonaram Park Chan-wook, Bong Joon-ho e Hong Sang-soo, e leem a Criterion Collection atrás de dramas de época.
  • Quem acompanha o trabalho de atrizes como Kim Min-hee em Na praia à noite sozinha e Hong Sang-soo, e se interessa por retratos femininos ambíguos.
  • Leitores de Sarah Waters, Patricia Highsmith e Sarah Dunant que colecionam edições de Fingersmith e adaptam romances lésbicos victorianos em watchlists no Letterboxd.

Título original: AH-GA-SSI

País de origem: CORÉIA DO SUL

Data do lançamento: 16/03/2017

Diretor: Park Chan-wook

Principais atores: