Veja o trailer do filme The Doors
Quem foi Jim Morrison antes de virar lenda
The Doors (1991) é o biopic da banda The Doors e do seu vocalista, Jim Morrison. O filme acompanha a formação do grupo em Los Angeles, o estouro com Light My Fire e a escalada de sucesso, fama e autodestruição até a morte em Paris.
É um filme de época sobre a contracultura americana, embalado pelas próprias canções da banda, executadas ao vivo por Val Kilmer, que canta, geme e se contorce como Morrison sem apelar para playback.
O recorte é claramente rockstar, com muita substância, sexo, shows e poesia, embalado em quase duas horas e meia sob a batuta de Oliver Stone.
De 1991 para cá: como o filme envelheceu
The Doors chegou aos cinemas norte-americanos em 1º de março de 1991 e desembarcou no Brasil ainda no mesmo ano. O longa dividiu público e crítica na estreia: rendeu indicação ao Oscar de Melhor Montagem para David Brenner e Joe Hutshing, mas foi recebido com desconfiança por puristas que acharam a versão de Stone superficial e sensacionalista.
Hoje, mais de três décadas depois, o filme é lembrado como um documento visual potente dos anos 1960 e como o papel mais celebrado de Val Kilmer, mesmo com as críticas à abordagem quase mitológica do diretor.
Mantém sessões em mostras de cinema, reprises em TV paga e aparições constantes em listas de melhores biografias musicais, o que prova que o mito de Morrison segue vendendo ingresso.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Val Kilmer desaparece dentro de Morrison. A entrega vocal, o físico e a forma de habitar o palco tornam a atuação uma das coisas mais marcantes já feitas em musical biográfico dos anos 1990.
Ponto fraco: O filme exagera na estética de clipe psicodélico e empilha cenas de nudez e drogas que pouco acrescentam à história, além de oferecer um retrato unidimensional de Morrison, quase um santo torto, sem contradições reais.
O ritmo também é irregular: o primeiro ato é elétrico, mas o terceiro ato vira葬礼 lento em Paris.
Três fatos que valem a sessão pipoca
- Val Kilmer ensaiou por meses com o próprio Ray Manzarek e o tecladista Robbie Krieger, que aprovaram a entrega vocal e tocaram com ele em sessões reais.
- Oliver Stone aparece no filme como o professor de cinema da UCLA que orienta Morrison, um easter egg autobiográfico em plena cinebiografia.
- Billy Idol, vocalista do Generation X, faz uma ponta rápida como Cat, colaborador próximo da banda, em um dos primeiros grandes papéis de sua carreira fora da música.
Perguntas frequentes
The Doors (1991) é fiel à história real de Jim Morrison?
Não totalmente. Oliver Stone romantiza Morrison, omite contradições e enfeita cenas com sexo, drogas e alucinações visuais. Funciona como retrato emocional, não como documentário.
Val Kilmer canta de verdade no filme?
Sim. Toda a voz nas performances é dele, gravada ao vivo nos sets. Não há playback, e essa é a principal razão pela qual a atuação é tão elogiada até hoje.
The Doors tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com o epílogo sobre a morte de Morrison e some para a tela preta logo em seguida, sem teaser, sem música extra, sem easter egg.
Pra quem é este filme:
- Fãs de rock clássico que querem ver a história dos Doors com a trilha original tocando do início ao fim.
- Quem curte biografias de artistas turbulentos, estilo Selvagens no recorte de contracultura e obsessão.
- Admiradores do cinema de Oliver Stone interessado em seu modo provocador de filmar ícones americanos.
Título original: The Doors
País de origem: EUA
Data do lançamento: 31/12/1991
Diretor: Oliver Stone
Principais atores: