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The Death of Stalin

The Death of Stalin

Comédia Drama Duração: 1h 47min

Sobre o que é The Death of Stalin

Um dia de março de 1953. Josef Stalin é encontrado imóvel em seu escritório após um derrame. Enquanto os médicos competem entre si para diagnosticar o líder, o alto escalão do Partido Comunista começa a articular nos bastidores quem assumirá o vácuo de poder.

Dirigido por Armando Iannucci, criador da série Veep, o filme parte da graphic novel de Fabien Nury e Thierry Robin para construir uma sátira política ácida sobre o aparato soviético.

A premissa é simples: um sistema inteiro funcionando no modo pânico, onde qualquer telefonema pode significar fuzilamento ou ascensão. O humor nasce do contraste entre a gravidade histórica e a incompetência quase cômica dos burocratas.

Para quem aprecia comédia de diálogo rápido e ironia seca, é um prato cheio. Para quem busca um retrato fiel da drama histórico convencional, prepare-se para outra experiência.

Estreia, legado e impacto

The Death of Stalin foi apresentado no Festival de Toronto em setembro de 2017 e chegou aos cinemas em março de 2018, depois de passar por um hiato causado por questões de liberação na Rússia. A IFC Films distribuiu o filme nos Estados Unidos.

Apesar da censura na Rússia, onde autoridades tentaram barrar a circulação do longa, a produção circulou sem cortes pelo mundo e recebeu indicação ao BAFTA de Melhor Roteiro Adaptado.

A crítica especializada foi quase unânime em elogiar a precisão dos diálogos e o timing cômico de Iannucci. No Rotten Tomatoes, o filme atingiu alto índice de aprovação entre os principais veículos especializados. Veep e In the Loop já haviam consolidado o diretor como mestre da sátira política contemporânea, e este longa consolidou sua transição para o cinema.

Hoje, é lembrado como um dos exemplos mais bem-sucedidos de comédia política adulta da última década, citado frequentemente ao lado de O Ditador e Dr. Strangelove como referência do gênero.

Vale o ingresso?

Ponto alto: O elenco é absurdo de bom. Steve Buscemi rouba a cena como Khrushchev, equilibrando covardia e inteligência política com a cara de pau que só ele tem.

Ponto alto: O roteiro não dá trégua. Cada cena é uma negociação, um insulto sussurrado ou uma execução burocrática. O ritmo lembra o de Pulp Fiction - Tempo de Violência, com capítulos que se cruzam e revelam motivações só no final.

Ponto fraco: O humor pode soar frio demais para quem espera emoção. O tom é clínico, quase documental, e nunca tenta humanizar as vítimas do regime.

Ponto fraco: Alguns coadjuvantes brilhantes, como Michael Palin como Molotov, aparecem pouco. Fica o gostinho de quero mais.

Curiosidades dos bastidores

  • O filme foi banido na Rússia em janeiro de 2018, poucos dias antes da estreia, sob acusação de extremismo. A distribuidora local cancelou o lançamento após pressão de políticos e da filha de Vyacheslav Molotov.
  • Armando Iannucci gravou grande parte do longa em locações reais de Moscou e São Petersburgo, incluindo o Teatro Mariinsky e palácios históricos que pertenceram à nomenklatura soviética.
  • Jason Isaacs, que interpreta o marechal Zhukov, declarou em entrevistas que o figurino do personagem pesava quase 20 quilos e incluía medalhas reais da era stalinista emprestadas por colecionadores britânicos.

Perguntas frequentes sobre The Death of Stalin

The Death of Stalin é baseado em fatos reais?

Sim. O roteiro é adaptado da graphic novel francesa A Morte de Stalin, de Fabien Nury, que por sua vez se baseia em relatos históricos sobre a luta pelo poder nos dias seguintes ao derrame do ditador. Diálogos são inventados, mas eventos centrais como o julgamento de Beria são históricos.

Vale a pena assistir para quem não gosta de política?

Vale, justamente porque o filme trata política como humor. A trama funciona como uma comédia de caracteres humanos, com ego, medo e vaidade. Não exige conhecimento prévio da história soviética.

Tem cena pós-créditos?

Não. A narrativa se encerra antes dos créditos finais, com o telão preto surgindo logo após a última cena. Quem esperar easter egg extra vai sair frustrado.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de sátira política adulta que assistiram Veep inteira e citam In the Loop como filme favorito.
  • Leitores de história da Guerra Fria que colecionam livros sobre Kruschev, Beria e os bastidores do Kremlin.
  • Entusiastas de elenco corais que reconhecem Jason Isaacs, Rupert Friend e Paddy Considine de cor em qualquer cena.