Stargate
O que é Stargate e por que ele ainda importa
Em 1994, o alemão Roland Emmerich entregou ao cinema um dos pilares da ficção científica moderna: Stargate, longa que cruza arqueologia, Egito Antigo e viagem interplanetária em um único objeto — um anel gigante coberto de hieróglifos.
O ponto de partida é simples e genial: um egiptólogo (James Spader) é convocado por militares americanos para decifrar símbolos encontrados em uma escavação secreta no Egito. A tradução revela que o artefato é um portão estelar capaz de abrir caminho para outros planetas.
A partir daí, uma tropa de elite atravessa o portal e cai em um mundo desértico, onde humanos são escravizados por uma entidade que se apresenta como divindade. O filme equilibra ação, aventura e questionamentos sobre mitologia versus ciência com habilidade rara para um blockbuster dos anos 90.
Estreia, legado e impacto cultural
Stargate chegou aos cinemas em 28 de outubro de 1994 nos Estados Unidos e faturou quase US$ 197 milhões no mundo todo, com orçamento de US$ 55 milhões. Foi a virada comercial definitiva de Emmerich, que depois emplacaria Independence Day.
O longa não levou grandes prêmios, mas sua influência é inegável. Gerou a série Stargate SG-1 (1997), que se tornou uma das franquias de ficção científica mais longevas da TV, além de derivados, quadrinhos e uma base de fãs ativa até hoje.
Trinta anos depois, Stargate é lembrado como o filme que transformou a ideia de portais estelares em linguagem pop — referência direta em jogos, animações e produções que vieram depois.
Vale o ingresso? O veredito
Ponto alto: a construção de mundo é brilhante. O planeta desértico, a mistura de cultura egípcia com tecnologia alienígena e o design do portão continuam impressionando. A química entre James Spader e Kurt Russell é o motor emocional do filme — o contraste entre o cientista desajeitado e o militar cínico funciona muito bem.
Ponto fraco: o terço inicial é mais lento, dedicado a explicações sobre a decifração dos hieróglifos, o que pode cansar quem busca ação desde os primeiros minutos. O terceiro ato também recorre a soluções um pouco convencionais para resolver o conflito com o antagonista alienígena.
3 fatos rápidos sobre os bastidores
- Stargate foi o primeiro grande sucesso de Hollywood do diretor Roland Emmerich, que só conseguiu o orçamento depois de vender a ideia como "homens de meia-idade com fuzis em outro planeta".
- Os hieróglifos do portão foram criados pelo linguista Paul M. Jones, e o filme chegou a ser consultado por pesquisadores da NASA em estudos sobre comunicação interestelar.
- Djimon Hounsou foi escalado sem experiência prévia em cinema e seu desempenho chamou tanta atenção que ele migrou para Hollywood nos anos seguintes.
Perguntas comuns sobre Stargate
Stargate é o primeiro filme da franquia? Sim. O longa de 1994 é a produção original que deu origem à série Stargate SG-1 (1997), além dos derivados Atlantis e Universe.
Stargate tem cena pós-créditos? Não. O filme termina com resolução completa e os créditos rolam em seguida, sem teasers extras.
Stargate é baseado em algum livro? O roteiro original de Dean Devlin e Roland Emmerich é original, mas se inspira em teorias pseudocientíficas sobre astronautas antigos, popularizadas por autores como Zecharia Sitchin.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção científica clássica que curtem ficção hard, mas com tempero de aventura pulp.
- Adoradores de arqueologia alternativa, teorias egípcias e o estilo de Erich von Däniken.
- Espectadores nostálgicos dos blockbusters dos anos 90, com efeitos práticos e ritmo de série B bem produzida.