SONAR

SONAR

Livre Ficção Drama Duração: 1h 17min

Sobre o que é SONAR

Thomas é um engenheiro de som que vive enclausurado em um estúdio na França, trabalhando para Wyatt, um patrão alcoólatra. Ele abandonou o ofício que dava sentido à sua vida: os retratos sonoros, gravações de ambientes e pessoas que funcionavam como pequenas obras de arte auditiva.

Quando Amina, uma jovem marroquina, aparece sem aviso, a rotina de Thomas começa a rachar. Ela parece carregar fardos próprios, e a convivência forçada entre os dois vai revelando feridas que nenhum dos dois queria abrir. Aos poucos, Amina se transforma no tema perfeito para um novo retrato sonoro.

O longa é uma coprodução entre França e Alemanha dirigida por Jean-Philippe Martin e Athanasios Karanikolas, e usa o som como personagem principal da narrativa. Para entender quem Amina é de verdade, Thomas precisa pegar o microfone, atravessar a França e chegar ao Marrocos — e, no caminho, reaprender a escutar.

Estreia e legado

SONAR (no original, Echolot) chegou aos cinemas brasileiros em 16 de março de 2017, exibido em circuito alternativo, voltado ao público de cinema autoral europeu.

Não foi uma produção de grande apelo comercial, mas circulou por festivais de cinema europeu, ganhando atenção pelo tratamento sonoro e pelo roteiro discreto. Hoje, é lembrado como um exemplar curioso do drama intimista franco-alemão do início da década de 2010, com proposta estética que dialoga com obras de referência como O Silêncio de Lorna dos Irmãos Dardenne e o minimalismo de Dois Dias, Uma Noite.

Quase uma década depois, SONAR mantém valor cult entre cinéfilos que buscam narrativas sobre deslocamento, identidade e afeto, com uma abordagem sonora raramente vista no cinema contemporâneo.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o design de som é genuinamente imersivo. A forma como Thomas ouve o mundo — carros passando, respiração, vento no Marrocos — coloca o espectador dentro da cabeça do protagonista. É cinema sensorial, raro de encontrar.

Ponto fraco: o andamento é lento de verdade. Quem espera um drama convencional com viradas vai achar a narrativa contida demais. Exige paciência.

Curiosidades

  • O título original Echolot é a palavra alemã para "ecobatímetro" — o aparelho que mede profundidade usando ondas sonoras, uma metáfora perfeita para um filme sobre escuta.
  • É coprodução entre França e Alemanha, o que explica a pegada europeia híbrida: subúrbios franceses com destino ao Marrocos.
  • O longa se apoia quase inteiramente em som ambiente diegético, sem trilha musical tradicional, reforçando a proposta sensorial.

Perguntas frequentes

SONAR (Echolot) vale a pena?

Vale para quem gosta de drama contemplativo e cinema sensorial. Não é para quem busca ação ou ritmo acelerado.

SONAR tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina antes dos créditos e não há cena extra.

SONAR é de qual país e em que ano lançou?

É uma coprodução franco-alemã, lançada em 2017, dirigida por Jean-Philippe Martin e Athanasios Karanikolas.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema europeu contemplativo, como O Silêncio de Lorna e O Ódio, interessados em narrativas sobre isolamento e deslocamento cultural.
  • Apreciadores de filmes sobre o ouvir e o som como linguagem, próximos de Ária e outras obras sensoriais.
  • Leitores de ficção literária intimista que curtem dramas silenciosos, próximos de Em Casa e Cadáveres Bronzeados.