Veja o trailer do filme Sombras da Noite
Do sono da tumba para a era do vinil
Sombras da Noite parte de uma premissa simples: e se um vampiro do século XVIII acordasse em plena década de 1970? É exatamente o que acontece com Barnabás Collins, que sai da sepultura e encontra um mundo de TVs coloridas, carros empanzinados e sobrinhos-netos que mal lembram quem ele foi.
O longa adapta a soap opera gótica exibida nos EUA entre 1966 e 1971, e coloca o estilo inconfundível de Tim Burton para reimaginar Collinsport com cores, sombras e um humor que flerta constantemente com o pastelão.
No centro da história está o triângulo entre Barnabás, a tutora Victoria Winters — que por acaso se parece muito com alguém do passado dele — e Angelique Bouchard, a bruxa que o amaldiçoou. Esse eixo sustenta a maior parte das decisões narrativas, mesmo quando o roteiro perde fôlego.
Como o filme chegou às telas
Lançado em 22 de junho de 2012, Sombras da Noite foi uma aposta cara da Warner Bros, com orçamento próximo a US$ 100 milhões. A expectativa era enorme: reunia a dupla Tim Burton e Johnny Depp pela oitava vez, com elenco de peso e a marca da série original ainda cultuada por fãs.
Nos EUA, estreou em primeiro lugar nas bilheterias, mas a recepção crítica foi fria. O consenso apontou tom irregular, piadas que não decolavam e um conflito entre o lado gótico e a comédia de costumes.
Com o tempo, virou um daqueles filmes divisivos: renegado por parte da crítica, mas cultuado por uma base fiel que revisita o longa pelo clima, pela trilha e pelo elenco. Hoje é lembrado principalmente como um experimento Burtoniano ambicioso que não encaixou — e não como um clássico moderno.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco está claramente se divertindo, e isso transborda para a tela. Eva Green rouba qualquer cena em que aparece como Angelique, e a presença de Alice Cooper tocando em si mesmo no baile de vampiros é um aceno certeiro ao clima dos anos 70. A direção de arte também é um show à parte.
Ponto fraco: o roteiro não sabe a hora de parar. As piás em ritmo de sitcom brigam com o peso do romance gótico, e a sensação é de dois filmes tentando coexistir. O terceiro ato acelera resoluções de forma preguiçosa, com vilões que somem da narrativa.
- Christopher Lee, astro de várias produções de terror clássicas, faz uma participação como pescador na cena de abertura — homenagem discreta ao gênero.
- Alice Cooper interpreta ele mesmo na cena do concerto, que foi filmada em estúdio com plateia real durante três noites.
- Os exteriores de Collinsport foram construídos inteiramente em locação na Inglaterra, sem CGI para os cenários principais.
Sombras da Noite (2012) é bom?
É um filme irregular, com elenco brilhante, visual caprichado e roteiro fraco. Funciona melhor para quem curte o universo Burtoniano do que para quem espera uma comédia redonda.
Sombras da Noite é terror ou comédia?
É uma comédia de fantasia com elementos de terror gótico. O humor domina, mas há vampiros, bruxas e clima sombrio.
Tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma definitiva e não há cenas extras após os créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Tim Burton que querem revisitar a parceria com Johnny Depp.
- Quem gosta de fantasia com humor, estilo gótico e clima de Halloween.
- Admiradores da estética anos 70, com trilha de rock clássico e figurinos de época.
Título original: Dark Shadows
País de origem: EUA
Data do lançamento: 22/06/2012
Distribuidora: Warner Bros
Diretor: Tim Burton
Principais atores: