Veja o trailer do filme Showgirls

Showgirls

Showgirls

Drama Erótico Duração: 2h

O que esperar de Showgirls

Showgirls é um drama erótico assumido, sem meias palavras. Conta a história de Nomi Malone, uma jovem com um passado nebuloso que chega a Las Vegas querendo virar dançarina.

O diretor Paul Verhoeven não suaviza nada. O filme mostra os bastidores sujos dos shows de cassino, o corpo como moeda de troca e a fome de reconhecimento como combustível.

A premissa mistura ascensão profissional, rivalidade feminina e sexo explícito em doses que chocaram a crítica em 1996. A protagonista passa de stripper em casa noturna a corista de grande produção, pisando em quem estiver no caminho.

É um filme que incomoda, diverte e provoca na mesma medida. Não é para todo mundo, mas ninguém sai indiferente.

Estreia e legado

Showgirls chegou aos cinemas norte-americanos em 21 de setembro de 1995 e desembarcou no Brasil em 14 de junho de 1996, pela distribuição da Lumière.

Logo na pré-estreia, o filme virou caso de estudo. A crítica americana massacrou a produção, mas o público se dividiu entre o deboche e a curiosidade.

No Framboesa de Ouro de 1996, o longa foi indicado em sete categorias e venceu como Pior Filme, Pior Atriz para Elizabeth Berkley, Pior Casal em Tela e Pior Nova Estrela. A repercussão negativa, porém, só alimentou o boca a boca.

Com o tempo, Showgirls foi reabilitado como cult. Hoje, aparece em listas de cinema trash, é citado em livros sobre a cultura dos anos 90 e ganha releituras acadêmicas como sátira ao american dream. Instinto Selvagem, do mesmo diretor, costuma aparecer junto nas listas de polêmicas da carreira de Verhoeven.

A indústria também nunca esqueceu: há um musical off-Broadway baseado no filme e participações como a de Pamela Anderson ficaram marcadas no imaginário pop.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a direção corajosa de Paul Verhoeven e a entrega de Gina Gershon como Cristal Connors. Ela rouba a cena sempre que aparece e dá ao filme a sua melhor dose de deboche. As coreografias dos números musicais exagerados, a fotografia neon de Las Vegas e o roteiro que se assume como sátira funcionam como crítica afiada à indústria do espetáculo. Para quem curte Verhoeven, é uma peça obrigatória ao lado de Instinto Selvagem.

Ponto fraco: a interpretação de Elizabeth Berkley oscila entre o caricato e o teatral. Algumas cenas de sexo e diálogos beiram o cômico involuntário, o que pode afastar quem espera um erótico refinado como ELLE ou O Quarto Homem. O ritmo também é irregular no segundo ato.

Curiosidades

  • O filme quase teve Britney Spears e Angelina Jolie no papel principal antes de Elizabeth Berkley ser confirmada.
  • As cenas de striptease exigiram mais de 40 trocas de figurino para Berkley, em um único número musical.
  • Paul Verhoeven se inspirou no antigo Las Vegas de Sinatra e no cult de Hollywood Boulevard, do mesmo diretor, para montar a estética do longa.

Perguntas frequentes

Showgirls vale a pena assistir?

Vale para quem gosta de cinema provocativo, sátira e cult. Não é um filme confortável, mas entrega exatamente o que promete: sexo, ambição e deboche.

Showgirls tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina com um jantar simbólico entre Nomi e Cristal e os créditos rolam em seguida, sem extras.

Qual a classificação indicativa de Showgirls?

O filme é recomendado para maiores de 18 anos, devido às cenas explícitas de sexo, nudez e violência.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de cinema de autor provocativo, especialmente da filmografia de Paul Verhoeven, que vão de Instinto Selvagem a Lola.
  • Entusiastas de cinema cult e trash dos anos 90, que colecionam VHS raros, fitas de locadora e têm afinidade com Veludo Azul e Killer Joe.
  • Público curioso por bastidores da indústria do showbiz e pela estética neon de Las Vegas, que consome podcasts sobre máfia, cassinos e cultura pop oitentista e noventa.