Veja o trailer do filme Sexta-Feira Muito Louca

Sexta-Feira Muito Louca

Sexta-Feira Muito Louca

Do que se trata Sexta-Feira Muito Louca

Tess Coleman é uma terapeuta controladora prestes a se casar de novo. Anna, sua filha, é uma punk em fase de rebeldia adolescente que toca guitarra em uma banda e se mete em encrenca no colégio.

As duas vivem se estranhando, brigando por causa de roupas, namorados e regras de casa. Tudo muda quando um almoço em um restaurante chinês termina com as duas quebrando uma ampulheta mágica pertencente à vovó.

No dia seguinte, Tess acorda no corpo da filha, e Anna acorda no corpo da mãe. A confusão está feita, e elas precisam sobreviver uma à vida da outra até encontrar a fórmula para reverter o feitiço.

O longa atualiza a premissa do original de 1976 com Jodie Foster para o público dos anos 2000, trocando o viés de classe por um conflito geracional entre uma mãe workaholic e uma adolescente alternativa.

Quando estreou e por que ainda é lembrado

Sexta-Feira Muito Louca chegou aos cinemas norte-americanos em agosto de 2003 e desembarcou no Brasil em 20 de fevereiro de 2004, com distribuição da Disney/Buena Vista. Foi a maior bilheteria da carreira do diretor Mark Waters, arrecadando mais de US$ 160 milhões no mundo com orçamento modesto.

O filme não disputou o Oscar nem Cannes, mas rendeu a Jamie Lee Curtis o SAG Award de Melhor Atriz em Comédia e consolidou Lindsay Lohan como estrela teen antes de Meninas Malvadas.

Hoje é um clássico cults sessentão das sessões pipoca da Disney, reprisado à exaustão no canal aberto e em plataformas de streaming. Para os nostálgicos dos anos 2000, funciona como cápsula do tempo do pop-punk, das jaquetas de couro com rebites e do Wi-Fi discado.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a química absurda entre Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan. Curtis, uma das melhores atrizes de comédia da sua geração, entrega uma Anna desajeitada, insegura e perdida que rouba todas as cenas em que aparece. A inversão cômica funciona porque as duas incorporam os trejeitos uma da outra com precisão cirúrgica.

Ponto alto 2: a direção de ritmo de Mark Waters. O cara vinha de As Branquelas e sabia pilotar uma comédia de trocas corporais sem deixar a piada virar pastelão gratuito.

Ponto fraco: a previsibilidade. Quem já viu o original de 1976 ou qualquer filme de troca de corpos vai adivinhar o desfecho antes da metade. A resolução ainda passa pelo velho clichê da palestra de reconciliação mãe-filha em público.

Ponto fraco 2: a trilha sonora genérica e o terceiro ato apressado, que empilha resoluções em vinte minutos. Nada que comprometa, mas também nada que surpreenda.

Curiosidades de bastidores

  • O filme é a terceira adaptação do livro de Mary Rodgers, de 1972. A primeira foi em 1976 com Jodie Foster, e a segunda em 1995 no Disney Channel com Shelley Long e Gaby Hoffmann.
  • Jamie Lee Curtis e Lindsay Lohan gravaram todas as cenas juntas, sem utilização de body doubles. Elas estudaram vídeos uma da outra por semanas para copiar gestos e maneirismos.
  • A banda da Anna, Pink Slip, toca de verdade. A música Take Me Away virou hit do compilado da trilha sonora, ao lado de Lohan cantando Ultimate nos créditos finais.

Perguntas frequentes sobre Sexta-Feira Muito Louca

Sexta-Feira Muito Louca (2003) tem cena pós-créditos?

Não. O filme termina com a cena clássica da troca revertida na pizzaria e os créditos sobem em seguida, sem teaser extra. Você pode levantar da poltrona antes do letreiro final, sem medo de perder nada.

Sexta-Feira Muito Louca é baseado em qual livro?

É baseado no romance Freaky Friday, de Mary Rodgers, publicado em 1972. A autora é filha do compositor Richard Rodgers, de My Fair Lady. O livro já ganhou três adaptações cinematográficas, além do musical da Broadway Freaky Friday de 2016.

Qual a classificação indicativa de Sexta-Feira Muito Louca?

O filme é classificado como livre pela Disney, sem conteúdo impróprio. Pode ser assistido por toda a família, com a ressalva de que aborda temas como rebeldia adolescente, separação e novo casamento dos pais.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de comédia familiar leve que cresceu nos anos 2000 e quer matar a saudade do pop-punk, do MySpace e das comédias da Disney pré-empoderamento.
  • Quem curte filmes de troca de corpo no estilo Operação Cupido e busca uma opção com母女 no centro da confusão em vez de irmãos gêmeos.
  • Adolescentes e pré-adolescentes em busca de um filme para assistir com a mãe num domingo à tarde, sem sustos e sem romance meloso demais.