Sepultado Vivo
Sobre o que é Sepultado Vivo
Clint Hinniger é um empresário bem-sucedido que decide sair da rotina e se afastar da esposa, Joanna. O que ele não imagina é que o afastamento vai ser usado como pretexto para um plano cruel montado por Joanna e pelo amante dela, o Dr. Cortland.
O casal arma a morte falsa de Clint, que acorda dentro de um caixão enterrado em algum ponto do deserto da Califórnia. Sem comida, sem água e com o ar começando a faltar, ele tem nas mãos apenas um isqueiro, um celular com bateria fraca e a contagem regressiva do próprio corpo.
Dirigido por Frank Darabont, o filme é praticamente um exercício de câmera fechada em uma locação única: a tampa de um caixão, o interior de um caixão e a respiração de um homem que precisa achar um jeito de sair antes que a bateria do celular acabe.
Estreia, legado e contexto
Sepultado Vivo estreou em 1990 como telefilme exibido pela TNT nos Estados Unidos. Foi lançado em VHS e rapidamente virou cult entre os fãs de terror produzido para TV, justamente por apostar em tensão psicológica em vez de gore barato.
É a primeira direção de longa-metragem de Frank Darabont, que depois escreveria Um Sonho de Liberdade (1994) e criaria a série The Walking Dead. Curiosamente, o roteiro original é de sobrevivência e desespero, escrito em uma época em que o cinema de "pessoa presa em espaço fechado" ainda não tinha virado moda como após o sucesso de Buried (2010), de Rodrigo Cortés.
Hoje é lembrado como uma curiosidade de fase pré-fama de seu diretor, um exemplar sólido do terror B industrial feito para a TV a cabo e uma vitrine para o elenco jovem, com Tim Matheson carregando o filme inteiro no rosto e na voz.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o trabalho de Tim Matheson é o motor do filme. A voz, o suor e a respiração dele seguram 93 minutos de claustrofobia sem deixar cair o ritmo, mesmo com o orçamento limitado.
Ponto fraco: o terceiro ato apela para reviravoltas convencionais do thriller matrimonial. O desfecho é competente, mas previsível demais para quem acompanha o subgênero, e perde o vigor claustrofóbico que sustentava a primeira metade.
Curiosidades dos bastidores
- É a primeira direção de Frank Darabont em um longa-metragem, anos antes de ele se tornar um nome obrigatório do cinema com Um Sonho de Liberdade.
- Tim Matheson gravou boa parte das cenas em um caixão real montado em estúdio, com iluminação e som pensados para amplificar cada respiração e cada batida na tampa.
- O roteiro original era mais longo e incluía um desfecho alternativo, que acabou descartado porque a produtora queria o filme pronto antes do início do outono americano.
Perguntas frequentes
Sepultado Vivo tem cena pós-créditos? Não. O filme fecha a história antes dos créditos finais, sem cenas extras ou ganchos para continuação.
Sepultado Vivo é do mesmo diretor de Um Sonho de Liberdade? Sim. Frank Darabont dirigiu este terror de 1990 e depois escreveu o roteiro de Um Sonho de Liberdade (1994), sua consagração no cinema.
Sepultado Vivo é baseado em fatos reais? Não. A história é ficção original escrita para o veículo de TV a cabo, embora se inspire no medo arquetípico de ser enterrado vivo, tema clássico da literatura gótica do século XIX.
Pra quem é este filme:
- Fãs de terror de sobrevivência com ambientação fechada, no estilo de Duro de Matar e o subgênero "uma pessoa, um espaço, um problema".
- Curiosos pela filmografia de Frank Darabont que querem ver o diretor antes de Um Sonho de Liberdade e The Walking Dead.
- Quem curte revirar catálogo de VHS dos anos 90, telefilmes da TNT e terror B com cara de sessão da madrugada.