Veja o trailer do filme Sangue Negro

Sangue Negro

Sangue Negro

14 Drama Duração: 2h 38min

O que é Sangue Negro e por que ele ainda é lembrado

Sangue Negro (There Will Be Blood, 2007) é um drama épico ambientado na virada do século XIX para o XX, quando a corrida pelo petróleo ainda engolia a fronteira oeste dos Estados Unidos.

Daniel Plainview é um minerador de prata que tropeça no ouro negro e constrói um império à base de suor, violência e negociação implacável. Leva o filho H.W. junto, usa a família como ferramenta de convencimento e atravessa qualquer obstáculo em nome do capital.

O ponto de virada é a cidadezinha de Little Boston, onde o pastor Eli Sunday controla a espiritualidade local. O choque entre o capital e a fé vira um cabo de guerra que se estende por décadas. O filme é assinado por Paul Thomas Anderson, em uma de suas obras mais radicais.

Estreia, legado e o que veio depois

Sangue Negro chegou ao Brasil em 15 de fevereiro de 2008, pouco depois de virar sensação no circuito americano de premiações. A estreia consolidou Paul Thomas Anderson como um dos grandes diretores americanos da geração, ao lado de cineastas que despontavam no mesmo período como o time por trás de Pequena Miss Sunshine.

O longa levou dois Oscars em 2008: Melhor Ator, para Daniel Day-Lewis, e Melhor Fotografia, para Robert Elswit. Day-Lewis, aliás, anunciou uma aposentadoria que se estende até hoje, transformando a entrega do troféu em um capítulo à parte na história do filme.

Quase duas décadas depois, Sangue Negro segue citado em listas de melhores filmes do século, parido lado a lado com outras obras densas do cinema autoral como Magnólia e Trama Fantasma. A frase final, “I’m finished”, virou referência obrigatória em qualquer conversa sobre clímax cinematográficos.

Vale o ingresso?

Ponto alto: a interpretação de Daniel Day-Lewis em modo máximo. É um trabalho de voz, corpo e silêncio que redefine o que é habitar um personagem em tela.

A direção de Paul Thomas Anderson troca o barulho por longos planos, e o resultado é uma tensão que cresce sem pressa.

A trilha de Jonny Greenwood e a fotografia de Robert Elswit viram personagens paralelos ao drama.

Ponto fraco: o ritmo é lento, sem concessões. Quem busca trama redonda com reviravoltas clássicas pode sair frustrado nas duas primeiras horas. O filme cobra paciência.

Curiosidades dos bastidores

  • Daniel Day-Lewis nunca assistiu ao filme pronto, e afirmou publicamente que a experiência de viver Plainview o convenceu a se aposentar das telas.
  • Jonny Greenwood, guitarrista do Radiohead, compôs a trilha usando técnicas atonais e instrumentos de cordas não convencionais, criando um som que foi indicado ao Oscar.
  • O petróleo que aparece nas cenas era real: a produção construiu plataformas de verdade e perfurou poços no Texas para filmar em locação autêntica.

Perguntas frequentes sobre Sangue Negro

Sangue Negro é baseado em fatos reais? Sim, o filme é inspirado no romance Oil!, de Upton Sinclair, de 1927, que ficcionaliza a história da família Doheny e os bastidores da indústria petrolífera da virada do século.

Quantos Oscars Sangue Negro ganhou? Foram dois Oscars em 2008: Melhor Ator, para Daniel Day-Lewis, e Melhor Fotografia, para Robert Elswit. O longa também foi indicado a Melhor Filme, Direção e Edição.

Sangue Negro tem cena pós-créditos? Não. O filme termina em uma sequência fechada e antológica, e qualquer cena pós-créditos tiraria o impacto do desfecho escolhido por Paul Thomas Anderson.

Pra quem é este filme: