Veja o trailer do filme Sabotage
O que esperar do filme
Uma equipe de operações especiais da DEA rouba dez milhões de dólares de um cartél colombiano durante uma incursão aparentemente rotineira.
O dinheiro desaparece antes da contagem oficial e, um a um, os agentes do grupo começam a ser executados de formas brutais. A investigação interna coloca todo mundo sob suspeita.
O longa mistura ação pesada, suspense paranoico e drama institucional, com sangue, traição e reviravoltas constantes.
Estreia e legado
Sabotage chegou aos cinemas norte-americanos em 28 de março de 2014, com distribuição da Open Road Films e produção da QED International. No Brasil, entrou em cartaz logo na sequência, com classificação indicativa para maiores de 18 anos por causa da violência explícita.
O filme teve orçamento de cerca de 35 milhões de dólares e arrecadação mundial próxima de 21 milhões, ficando abaixo do esperado. A crítica especializada recebeu mal: a produção soma hoje algo em torno de 22% no Rotten Tomatoes e notas na casa dos 40 no Metacritic.
Apesar do fracasso comercial, ganhou certa cultuada com o tempo entre fãs de ação extrema, justamente pelo tom cru que David Ayer imprime. Não levou prêmios relevantes, mas virou referência involuntária de como não subverter um filme de Schwarzenegger no terço final.
Vale o ingresso?
Ponto alto: violência funcional, elenco adulto, Arnold Schwarzenegger fora do papel cômico e clima de conspiração bem sustentado na primeira metade.
Ponto alto: a direção de David Ayer acerta na sujeira estética, nas locações industriais e no trabalho de câmera, lembrando seu trabalho em Esquadrão Suicida.
Ponto fraco: o roteiro perde controle a partir do segundo ato, com reviravoltas mal costuradas e motivações cada vez mais confusas.
Ponto fraco: o terceiro ato apela para soluções convencionais e abre mão da violência seca que sustentava o tom inicial.
Curiosidades de bastidor
- O título original do roteiro era Ten, em referência aos dez milhões roubados, e foi trocado após testes de mercado nos Estados Unidos.
- Esta é a primeira vez que Arnold Schwarzenegger interpreta um papel explicitamente vilanesco em uma produção ambientada no presente, sem armaduras ou ficção científica.
- Várias cenas de violência foram regravadas para evitar classificação ainda mais restritiva, o que deixou o corte final com ritmo irregular.
Perguntas frequentes
Sabotage tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma definitiva e a tela de créditos começa imediatamente após o desfecho da trama.
Sabotage, de 2014, é o mesmo de Alfred Hitchcock, de 1936?
Não. Compartilham apenas o título em inglês. O filme de 1936, baseado em Joseph Conrad, é um suspense político. Este é uma produção de David Ayer estrelada por Arnold Schwarzenegger.
Sabotage vale a pena?
Vale para quem gosta de ação tática e já viu os principais longas de David Ayer. Para o público geral, existem opções mais coesas na filmografia do diretor.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Arnold Schwarzenegger em fase tardia, interessado em ver o astro fora do registro de comédia e aventura leve.
- Quem curte ação tática e suja, no estilo Corações de Ferro, sem preocupação com grandes heroísmos.
- Espectadores que acompanham a filmografia de David Ayer e querem entender o autor por trás de Esquadrão Suicida e do roteiro de Até o último homem.