Veja o trailer do filme Rubber
O Filme
Imagine um pneu usado. Ele está largado no meio do deserto californiano. De repente, ele acorda, descobre que tem poderes telecinéticos e começa a rolar pela estrada, explodindo cabeças de qualquer ser vivo que cruze seu caminho.
Essa é a premissa de Rubber, uma sátira assinada pelo francês Quentin Dupieux, que assume direção, roteiro, fotografia e trilha sonora de um projeto que mistura comédia, terror e metaficção em proporções iguais.
O pneu protagonista ganha o nome Robert nas legendas e logo desenvolve uma paixão doentia por uma jovem que aparece no caminho. Enquanto mata, Robert também ama. Enquanto os habitantes locais assistem aos crimes, um xerife investiga. E a história vai ganhando camadas inesperadas.
Estreia e Legado
Rubber estreou em maio de 2010 no Festival de Cannes, na seção Midnight Screenings, e ganhou distribuição internacional ao longo de 2011. Chegou ao circuito alternativo norte-americano ainda naquele ano, com lançamento direto em vídeo no Brasil em 31 de dezembro de 2011.
O filme entrou para a lista de cult movies instantâneas entre os admiradores do cinema de autor mais radical. Não recebeu indicações ao Oscar, mas foi celebrado em festivais de cinema fantástico na França, na Bélgica e em Toronto.
Hoje, Rubber é lembrado como uma das comédias de terror mais originais dos anos 2010, citada sempre que se fala em sátira de slasher e experimentos narrativos sobre objetos inanimados assassinos.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: a primeira sequência em que o pneu acorda e começa a rolar é brilhante, com uma trilha sonora minimalista que transforma o simples ato de girar em algo hipnótico.
Ponto alto: a abertura, com o xerife quebrando a quarta parede, é um dos momentos mais inteligentes de metaficção do cinema dos anos 2010.
Ponto fraco: o ritmo é lento demais. A premissa esgota a graça rápido, e o filme demora para oferecer novos ganchos.
Ponto fraco: quem busca um terror tradicional ou uma comédia leve vai sair frustrado. O humor é seco, nonsense e exige alinhamento com o estilo do diretor.
Curiosidades
- Quentin Dupieux é o músico francês Mr. Oizo, e a trilha sonora de Rubber foi composta por ele mesmo, sem compositor adicional.
- O pneu Robert foi controlado em cena por controle remoto caseiro, montado pelo próprio diretor, sem efeitos digitais.
- Todo o filme foi rodado em sequência cronológica, algo raro em produções comerciais.
Perguntas Frequentes
Rubber é um filme de terror?
Tecnicamente mistura terror e comédia, mas funciona mais como sátira. Há violência explícita, mas o tom é de humor negro e crítica ao cinema de horror.
O pneu tem poderes em Rubber?
Sim. O pneu desperta com poderes telecinéticos e usa a habilidade para explodir cabeças de humanos e animais ao longo do filme.
Rubber tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina abruptamente e os créditos finais começam logo em seguida, sem gancho extra para o espectador.
Pra quem é este filme:
- Fãs de Quentin Dupieux, do Mr. Oizo e do cinema de autor francês que transforma objetos banais em protagonistas.
- Quem curte sátiras de slasher, horror metaficcional e experimentos narrativos tipo Os óculos do Sr. Magoo encontra Pula Pula Maluco.
- Espectadores que assistem o trabalho de Tim Burton, Jean-Pierre Jeunet e Harmony Korine e acham pouco.