Veja o trailer do filme Robocop
Robocop
O que é Robocop
Em um Detroit de 2028, a OmniCorp domina o mercado de robótica militar com drones usados em conflitos no exterior. Em solo americano, a legislação ainda barra essa tecnologia nas forças policiais, o que freia os planos de expansão da empresa.
Quando o policial Alex Murphy é brutalmente atacado no cumprimento do dever, a corporação vê a chance perfeita: fundir um homem com uma máquina e criar o primeiro Robocop do país. O problema é que, por trás da armadura, ainda existe uma consciência humana que se recusa a ser controlada.
O longa mistura ação, ficção científica e sátira política, repaginando o clássico de 1987 com direção do brasileiro José Padilha.
Estreia e legado
Robocop chegou aos cinemas brasileiros em 21 de fevereiro de 2014, promovido como o grande relançamento de verão nos EUA. A produção custou cerca de 100 milhões de dólares e faturou aproximadamente 242 milhões em bilheteria mundial, um resultado razoável, mas longe de ser um estouro.
A crítica dividiu opiniões: parte elogiou a atualização visual e o elenco, parte apontou o roteiro como refém do filme original. A produção não levou Oscars nem indicações relevantes, competindo com blockbusters de peso no mesmo período.
Hoje, o longa é lembrado como uma tentativa honesta, mas morno, de modernizar um ícone. Continua válido como sessão pipoca e como exercício de comparação com a obra de Paul Verhoeven.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a direção de José Padilha mostra pulso nas cenas de ação e na construção do mundo corporativo da OmniCorp. A sequência em que Murphy descobre o próprio corpo é genuinamente perturbadora, um dos melhores momentos do filme.
Outro mérito está no elenco de apoio: Gary Oldman dá peso dramático ao cientista que humaniza o robô, e Samuel L. Jackson rouba cenas com seu talk show ácido.
Ponto fraco: o roteiro é acomodado. Em vez de expandir as ideias do original, ele apenas transpõe a mesma estrutura para 2014. Faltam cenas realmente marcantes de violência estilizada ou de crítica social afiada, marcas registradas do clássico de 1987.
Curiosidades
- José Padilha foi escolhido após o sucesso de Tropa de Elite 2, em uma aposta da MGM para trazer o estilo de ação de elite brasileiro para Hollywood.
- O Robocop original de 1987 foi dirigido por Paul Verhoeven, que declarou publicamente não ter interesse em ver o remake.
- A classificação indicativa de 14 anos foi conquistada na classificação mais branda que a original de 1987 recebeu nos cinemas americanos.
Perguntas frequentes
Robocop (2014) é bom?
É um filme de ação competente, com bons atores e cenas de ação decentes, mas não chega perto do impacto ou da ousadia do original de 1987. Vale o play, mas não espere surpresa.
Robocop (2014) tem cena pós-créditos?
Não, o filme termina com um único desfecho e não traz nenhuma cena extra após os créditos finais.
Qual a duração de Robocop (2014)?
São 117 minutos, pouco menos de duas horas, ritmo relativamente ágil para um blockbuster de ação.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção científica com dilemas éticos sobre tecnologia e vigilância
- Quem curte blockbusters de ação com camada de comentário político embutido
- Espectadores nostálgicos que assistiram ao Robocop original e querem comparar as duas versões
Título original: Robocop
País de origem: EUA
Data do lançamento: 21/02/2014
Distribuidora: Sony Pictures
Diretor: José Padilha
Principais atores: