Robin Hood - O Príncipe dos Ladrões
O que é Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões
Robin de Locksley volta das Cruzadas e encontra sua terra em ruínas. O pai foi assassinado, os servos foram tomados e o xerife de Nottingham comanda tudo em nome do Príncipe João.
Preso, humilhado e depois solto por um mouro que ele salvou, Robin acaba na Floresta de Sherwood, onde vira o líder improvável de um bando de camponeses ladrões.
A proposta do filme é simples: pegar a lenda clássica de Robin Hood e contar de forma grandiosa, com romance, humor involuntário, vilões teatralmente malignos e muita ação com arco e flecha.
É aventura medieval pop dos anos 90, com elenco de peso e uma trilha sonora que grudou no imaginário da geração.
Estreia e legado
Lançado em 1991, Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões foi um fenômeno de bilheteria, ultrapassando os 390 milhões de dólares no mundo inteiro com um orçamento de 48 milhões.
Foi indicado ao Oscar de Melhor Canção Original com "Everything I Do" de Bryan Adams, que virou hit absoluto nas rádios e videoclipes da época.
Na cultura pop, o filme consolidou Kevin Costner como astro pós-Dança com Lobos e eternizou a interpretação exagerada de Alan Rickman como vilão de pantomima cult.
Hoje é lembrado como um clássico imperfeito, com defeitos de roteiro que o tempo não escondeu, mas com charme e escala que ainda funcionam no rewatch nostálgico.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Alan Rickman devora cada cena em que aparece. O xerife de Nottingham é caricato, cruel e engraçado, e rouba o filme de Costner com a mesma facilidade com que rouba os impostos dos pobres.
A trilha sonora de Bryan Adams também é um trunfo enorme. "Everything I Do" embala o romance central e funciona como assinatura emocional do longa.
Ponto fraco: o roteiro não decide se quer épico sério, comédia leve ou romance piegas, e por vezes tropeça nos três ao mesmo tempo.
O casal principal entre Kevin Costner e Mary Elizabeth Mastrantonio também não convence: falta química, sobram olhares em câmera lenta na chuva.
Curiosidades dos bastidores
- Sean Connery aparece no final como Ricardo Coração de Leão, em participação não creditada, depois de recusar o papel principal de Robin.
- A cena do xerife torturando um prisioneiro foi improvisada por Alan Rickman, que decidiu o nível de crueldade por conta própria.
- A canção "Everything I Do" foi composta em cerca de 45 minutos pelo casal Michael Kamen e Mutt Lange.
Perguntas frequentes
Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões tem cena pós-créditos?
Não. O filme termina com a vitória de Robin e o retorno do rei, sem cenas extras após os créditos.
O filme é baseado em qual Robin Hood?
É uma adaptação livre da lenda medieval, sem ligação direta com Errol Flynn ou com as versões mais realistas de Ridley Scott e Russell Crowe.
Qual a duração de Robin Hood: O Príncipe dos Ladrões?
São aproximadamente 143 minutos, ou 2h23, divididos em duas horas de aventura e mais vinte minutos de romance na chuva.
Pra quem é este filme:
- Fãs de épicos de aventura dos anos 90 que assistem a Harry Potter revendo a formação de elenco britânica.
- Quem curte vilões teatralmente over, estilo Alice Através do Espelho, e quer ver Alan Rickman em modo show solo.
- Admiradores de Kevin Costner em fase áurea, entre Homem de Aço e Batman vs Superman de sua filmografia.
Título original: Robin Hood : Prince of Thieves
País de origem: EUA
Diretor: Kevin Reynolds
Principais atores: