Veja o trailer do filme Redline - Velocidade Sem Limites
Redline - Velocidade Sem Limites
Do palco para a pista clandestina
Redline: Velocidade Sem Limites mistura música, adrenalina e carros caros numa premissa direta: Nadia Bjorlin vive Natasha Martin, vocalista de banda em ascensão na costa oeste americana e viciada em velocidade.
A tal ponto que ela aceita participar de uma corrida clandestina, disputada com máquinas de colecionador por apostadores bilionários entediados. O detalhe que complica tudo: o evento é bancado e vigiado por mafiosos.
É a desculpa perfeita para ação barata, perseguições e muita fumaça de pneu. O diretor Andy Cheng, conhecido por trabalhos de dublê e segunda unidade em Hollywood, conduz o longa com pulso de quem entende de coreografia de batida — mesmo que o roteiro não acompanhe.
Estréia, impacto e o lugar que ocupa hoje
Lançado direto em home video nos Estados Unidos em 2007 e chegado ao Brasil em 28 de março de 2008 pela Playarte Pictures, o filme encontrou seu público em locadoras e, depois, em sessões tardias de TV a cabo.
Sem presença em festivais, sem campanhas de Oscar e sem crítica favorável, Redline virou item de sessão madrugada, ao lado de títulos como Serpentes a Bordo (2006) e Jogos Mortais 3 (2006).
Hoje é lembrado mais pela carreira musical de Nadia Bjorlin do que pelo longa em si. Virou referência de "cinema de ação B" para quem caça pérolas trash no streaming, mas não deixou marca em premiações nem na cultura pop.
Vale o ingresso?
Ponto alto: a sequência central da corrida, que tem edição nervosa, tomadas internas bem encaixadas e um nível de barulho de motor que rende na TV com som alto.
Nadia Bjorlin também segura o protagonismo com presença física, mesmo quando o texto não ajuda.
Ponto fraco: o roteiro não convence em quase nada fora da pista. As cenas de "drama" com a banda e o romance são mal costuradas e os vilões, genéricos.
Há ainda momentos em que o longa lembra uma propaganda de perfume de carro, com direito a closes demorados em lataria que travam o ritmo.
Curiosidades de bastidor
- O diretor Andy Cheng tem longa carreira como coordenador de dublês em Hollywood, com créditos em franquias como Jogos Mortais IV (2007) e produções de Jackie Chan.
- A trilha sonora aposta pesado em rock e R&B do final dos anos 2000, incluindo participação do rapper Wyclef Jean, que também aparece em cena.
- Nadia Bjorlin não é apenas atriz: a personagem exige que ela cante de verdade, o que aproveita sua formação musical fora das novelas.
Perguntas frequentes
Redline: Velocidade Sem Limites tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina de forma direta e os créditos finais rolam sem nenhum gancho extra ou cena escondida.
É um filme da saga Velozes e Furiosos?
Não. Apesar da temática de corridas e carros turbinados, o filme não tem ligação oficial com a franquia, embora dialogue com o mesmo imaginário.
Vale assistir em 2024?
Vale para quem gosta de ação B e quer um passatempo leve. Não espere nada além de corridas, curvas fechadas e drama raso.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de ação B com corridas ilegais, dispostos a relevar roteiro fraco em troca de perseguições.
- Quem acompanha a carreira de Nadia Bjorlin, especialmente pelas novelas e por sua presença na TV americana.
- Caçadores de títulos trash de baixo orçamento na linha de Equilibrium (2003) e Chernobyl (2012), que valorizam o "tão ruim que diverte".
Título original: Redline
País de origem: EUA
Data do lançamento: 28/03/2008
Distribuidora: PLAYARTE PICTURES
Diretor: Andy Cheng
Principais atores: