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Reaprendendo a Amar

Reaprendendo a Amar

14 Drama Comédia Duração: 1h 36min

O que é Reaprendendo a Amar

Carol é uma viúva de 70 anos que perdeu o marido de forma repentina. Sem rumo e cercada de silêncio, ela decide testar os apps de namoro e voltar a se abrir para o afeto.

O problema é que a vida não oferece um roteiro pronto: ela se envolve com dois homens em paralelo. Um é vivido por Sam Elliott, clássico, charmoso e desapegado. O outro, mais jovem, é o piscineiro tímido interpretado por Martin Starr.

É um drama com humor delicado, daqueles que preferem sussurrar a gritar. Dirigido por Brett Haley, o filme usa a leveza para falar de luto, idade e solidão sem virar novela das nove.

Estreia e legado

I'll See You In My Dreams estreou no Festival de Sundance em janeiro de 2015 e chegou aos cinemas norte-americanos em maio do mesmo ano, distribuído pela Bleecker Street. No Brasil, foi lançado como Reaprendendo a Amar pela Paramount Pictures.

O longa teve carreira de festival: passou por SXSW, Seattle e Hamptons, sempre em mostras voltadas ao público adulto. Rendeu à Blythe Danner indicações em círculos independentes, além de uma indicação ao Independent Spirit Award de Melhor Atriz.

Hoje é lembrado como um dos títulos independentes sobre envelhecer que dialogam com obras posteriores, de Nasce Uma Estrela a títulos recentes da Netflix sobre recomeços tardios. Não mudou a cultura pop, mas envelhece bem.

Vale o ingresso?

Ponto alto: Blythe Danner carrega o filme nas costas com uma interpretação contida, inteligente e sem afetação. As cenas com as amigas veteranas (June Squibb, Rhea Perlman e Mary Kay Place) roubam a cena e são o verdadeiro motor cômico.

Ponto fraco: O ritmo é lento demais em alguns atos. A subtrama do piscineiro soa improvável e nunca convence de verdade, funcionando mais como uma ideia do que como romance.

No fim, é um filme de afetos pequenos, do tipo que cabe numa tarde de domingo.

Curiosidades dos bastidores

  • O roteiro nasceu da experiência pessoal de Brett Haley ao perder o pai e observar a mãe se reinventando depois.
  • Blythe Danner tem 73 anos durante as gravações e dispensou maquiagem pesada para manter a naturalidade das cenas.
  • A cena do karaokê foi improvisada a partir de uma sugestão da própria June Squibb, que se diverte nos bastidores cantando country.

Perguntas frequentes

Reaprendendo a Amar é baseado em uma história real?

Não. O roteiro é original, mas se inspirou em vivências pessoais do diretor Brett Haley e da co-roteirista Marc Basch.

Qual é a classificação etária no Brasil?

O filme é classificado para 14 anos, por conter cenas de sexo leve e discussão sobre luto e vício.

Tem cena pós-créditos?

Não. A história termina com naturalidade e não há cena extra após os créditos.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de dramas intimistas estilo Sundance e Netflix Originals sobre recomeços na maturidade.
  • Quem curte comédia observacional com elenco veterano e humor de situação, sem piadas escrachadas.
  • Público que gosta de atuações contidas, como em Marcas do Destino e obras independentes sobre vida adulta.