#REALITYHIGH
Do vestibular de veterinária ao ringue das redes sociais
Dani Barnes é o tipo de personagem que a gente já viu mil vezes: nerd, inteligente, apaixonada por animais e meio invisível no colégio.
O grande objetivo dela é entrar na UC Davis, uma das melhores faculdades de veterinária do mundo. Tudo vai bem até o dia em que ela finalmente cruza o caminho do garoto por quem estava afim.
Aí entra o problema: a namorada dele é uma influencer digital com milhares de seguidores, e a simples existência de Dani já é motivo suficiente para declarar guerra. O que era sonho acadêmico vira sobrevivência virtual no tal do #RealityHigh.
Quem curte comédia adolescente vai reconhecer o formato quase ritualístico: populares, excluídos, festa, armário, redenção.
Quando estreou e por que pouca gente lembra
Lançado em 2017 diretamente pela Netflix, #RealityHigh foi daqueles filmes que aparecem na home, geram algum burburinho por uma semana e somem da conversa coletiva.
Não ganhou prêmios, não apareceu em festivais e sua vida útil na cultura pop foi basicamente o tempo que demorou para a próxima comédia teen tomar o lugar na prateleira de originais.
Hoje ele vive mais como registro de época do que como obra de referência. Serve para mostrar como o streaming tratava (e ainda trata) comédias adolescentes como produto de catálogo, não como evento.
A recepção foi morna: As Vantagens de Ser Invisível, por exemplo, virou cult; este aqui ficou só na gaveta.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o filme sabe exatamente o tom que quer. Não tenta ser dramático, não tenta ser profundo, não finge que é mais do que é. As piadas sobre likes, seguidores e cancelamento digital funcionam razoavelmente bem para o público-alvo.
Ponto fraco: tudo aqui parece costurado com o mesmo molde genérico de outras comédias teen da Netflix. O arco da protagonista é previsível ao extremo, e o vilã influencer nunca convence como ameaça real. Falta risco, falta surpresa, falta química entre o casal principal.
É o tipo de filme que dá pra ver no celular, no metrô, enquanto responde e-mail. Não machuca, mas também não marca.
Curiosidades de bastidores
- O roteiro foi escrito por baixo do pseudônimo coletivo usado em várias comédias teen de streaming, prática comum da indústria para acelerar a produção.
- O filme foi gravado em Los Angeles com produção enxuta, aproveitando locações de colégio e casas já usadas em outras produções Netflix da mesma época.
- Apesar da premissa girar em torno de redes sociais, o longa evita mostrar marcas específicas, substituindo logos por nomes genéricos tipo "Chirp" e "Snapr".
Perguntas frequentes
#RealityHigh é bom?
É razoável. Funciona como passatempo leve, mas não espere nada memorável. Críticas especializadas e o público em sites como Rotten Tomatoes e Letterboxd confirmam a avaliação morna.
#RealityHigh tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos relevante. Os créditos finais rolam direto após o desfecho, sem gancho extra.
#RealityHigh está na Netflix?
O filme foi lançado como original Netflix em 2017. A disponibilidade pode variar por região e ao longo do tempo, então vale checar o catálogo atual da plataforma.
Pra quem é este filme:
- Fãs de comédias teen dos anos 2010: quem maratonava originais Netflix tipo Quase 18 e já cansou de procurar conteúdo parecido.
- Quem gosta de filme de escola americana com hierarquia popular/nérd: fã de Mean Girls e derivados, mesmo que pastiche.
- Curiosos sobre dinâmicas de redes sociais vistas pelo filtro do humor: gente que gosta de satirizar a cultura de likes sem levar a sério.