Veja o trailer do filme Ray
Ray, a cinebiografia de um gigante da música
Ray (2005) é a cinebiografia de Ray Charles, o pianista e cantor que redefiniu a música popular americana ao fundir gospel, country e jazz em algo completamente novo. A história começa em 1932, na cidade de Albany, na Geórgia, onde Ray nasce em meio à pobreza.
Ele perde a visão aos 7 anos, logo após testemunhar a morte acidental do irmão mais novo. A mãe, figura decisiva, o empurra para a independência.
Com o tempo, Ray sai do circuito regional do sudeste dos EUA e conquista o mundo, ao mesmo tempo em que enfrenta a segregação racial nas casas noturnas que o projetaram. Paralelamente, o vício em heroína ameaça destruir tudo o que ele construiu.
Estreia, prêmios e legado
Ray chegou aos cinemas brasileiros em 4 de fevereiro de 2005, com distribuição da Paramount Pictures. O filme arrecadou cerca de 124 milhões de dólares em todo o mundo, um resultado sólido para uma biografia de dois horas e meia.
No Oscar 2005, Jamie Foxx levou a estatueta de Melhor Ator, enquanto o longa concorreu em outras cinco categorias, incluindo Melhor Filme. A produção também emplacou Kerry Washington, Regina King e Clifton Powell no elenco de apoio.
Hoje, Ray é lembrado como uma das biografias musicais mais respeitadas dos anos 2000. Frequentemente aparece em listas de melhores cinebiografias ao lado de longas como Em Ritmo de Fuga e O Solista.
Vale o ingresso?
Ponto alto: Jamie Foxx entrega uma das atuações mais transformadoras do cinema dos anos 2000. Ele não apenas interpreta Ray Charles, ele desaparece no personagem, da forma de andar à maneira de tocar piano.
A reconstituição de época e a direção musical também merecem destaque. A trilha sonora usa gravações originais do próprio Ray Charles, o que dá uma camada extra de autenticidade.
Ponto fraco: O filme tem estrutura clássica de biografia hollywoodiana, com alguns arcos resumidos às pressas. A segunda metade, que mergulha no vício, tropeça em soluções narrativas convencionais e em quase dois horas e meia de duração pode pesar para quem não tem paciência com o gênero drama tradicional.
Curiosidades de bastidores
- Jamie Foxx estudou piano por horas todos os dias durante meses para gravar as cenas de performance, e tocou ele mesmo as músicas mais complexas no filme.
- Para manter a consistência visual da cegueira, o ator usava lentes opacas que reduziam a visão periférica, o que atrapalhava a locomoção nos sets.
- O filme marca uma das primeiras grandes aparições de Kerry Washington no cinema, em um papel pequeno mas marcante que antecede sua consagração na série Scandal.
Perguntas frequentes sobre Ray (2005)
Ray (2005) é baseado em fatos reais?
Sim. O filme é uma cinebiografia de Ray Charles, cobrindo desde a infância na Geórgia até o auge da carreira nos anos 1960, incluindo o vício em heroína e a luta contra a segregação racial.
Jamie Foxx ganhou o Oscar por Ray?
Sim. Jamie Foxx venceu o Oscar de Melhor Ator em 2005 pela interpretação de Ray Charles, em uma das atuações mais celebradas daquela década.
Ray (2005) tem cena pós-créditos?
Não. O longa termina antes dos créditos finais, sem cena extra ou teaser após a exibição.
Pra quem é este filme:
- Fãs de biografias musicais que curtem acompanhar a trajetória de artistas reais, do anonimato ao estrelato.
- Quem aprecia a história da música americana, especialmente o cruzamento entre gospel, jazz e R&B nas décadas de 1950 e 1960.
- Interessados em dramas históricos sobre segregação racial nos EUA, vistos pelo ângulo da indústria do entretenimento.
País de origem: EUA
Data do lançamento: 04/02/2005
Distribuidora: PARAMOUNT PICTURES
Diretor: Taylor Hackford
Principais atores: