Veja o trailer do filme Pop Aye
Sobre o que é Pop Aye
Pop Aye mistura drama existencial com road movie pela Tailândia rural, embalado por um elefante de protagonista improvável. A premissa é simples e despretensiosa, mas é onde mora a força do filme.
Thana é um arquiteto bem-sucedido em Bangkok, mas tudo parece desmoronar ao mesmo tempo: sua obra-prima é demolida e o casamento esfarela. Meio sem rumo, ele cruza com Pop Aye, o elefante que criou na infância, abandonado numa viela qualquer da cidade grande.
A decisão de devolver o animal à sua cidade natal, no interior, vira pretexto para uma viagem que ninguém pediu e que todo mundo precisava fazer. Dirigido por Kirsten Tan, o longa equilibra melancolia, humor e observação social com um toque bem particular.
Quando estreou e por que ele importa
A estreia mundial aconteceu no Sundance Film Festival em janeiro de 2017, onde Pop Aye levou o prêmio de Melhor Roteiro. Pouco depois, no início de 2017, foi premiado também com o Big Screen Award no Festival de Roterdã, na Holanda.
Foi o primeiro longa de Kirsten Tan, cineasta baseada em Singapura, e o filme marcou presença em diversos festivais internacionais antes de circular por mostras alternativas. No circuito comercial brasileiro, chegou de forma pontual, mais ligado ao circuito de festival do que aBlockbusters de shopping.
Hoje, é lembrado como um título de referência no cinema de Singapura contemporâneo e como um road movie asiático que foge dos clichês ocidentais do gênero.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o elenco funciona como um relógio. A química entre Thana e o elefante Pop Aye é genuína, e os coadjuvantes pelos quais eles passam transformam a viagem em um mosaico de pessoas perdidas. A Penpak Sirikul como a esposa de Thana rouba todas as cenas em que aparece.
Ponto fraco: o ritmo é deliberadamente lento. Quem busca plot twists, conflitos resolvidos em dois atos ou trilha sonora ostensiva provavelmente vai se desconectar antes do final. A narrativa pede paciência e disposição para observar.
É um filme que aposta em pequenos momentos em vez de grandes viradas. Quando encaixa, é genuinamente tocante.
Curiosidades dos bastidores
- O elefante que interpreta Pop Aye não é um ator profissional: foi resgatado e treinou para as cenas principais da viagem.
- Kirsten Tan pesquisou a relação entre humanos e elefantes de trabalho por mais de dois anos antes de escrever o roteiro.
- A locação principal do retorno a Loei foi gravada em vilarejos reais do interior da Tailândia, com moradores locais como figurantes.
Perguntas frequentes sobre Pop Aye
Pop Aye é baseado em fatos reais?
Não. A história é ficcional, mas se inspira em observações reais de Kirsten Tan sobre elefantes abandonados nas ruas de Bangkok e a relação entre áreas rurais e urbanas na Tailândia.
Pop Aye está disponível em streaming no Brasil?
O filme circulou em catálogos digitais alternativos e mostras online, sempre com disponibilidade pontual. Vale checar plataformas como Mubi e serviços de cinema de arte.
Pop Aye tem cena pós-créditos?
Não. O encerramento é definitivo e conduz a uma resolução contemplativa, sem ganchos extras depois dos créditos.
Pra quem é este filme:
- Fãs de cinema de festival asiático que curtem diretores como Apichatpong Weerasethakul e Tsai Ming-liang.
- Quem ama road movies lentos, observacionais, com dupla improvável atravessando o interior de um país.
- Quem trabalha ou estuda arquitetura, design ou grandes cidades e se interessa por retratos sobre crise profissional e criativa.
Título original: Pop Aye
País de origem: Singapura / Tailândia
Distribuidora: Festival
Diretor: Kirsten Tan
Principais atores: