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Ponte dos Espiões

Ponte dos Espiões

12 Drama Suspense Duração: 2h 12min

O que é Ponte dos Espiões

Em plena Guerra Fria, o advogado de seguros James Donovan aceita um trabalho que vai virar sua vida: defender Rudolf Abel, espião soviético preso pelos americanos.

O caso parece impossível. Sem experiência em tribunais federais, Donovan entra num campo minado entre FBI, CIA e a opinião pública americana, que quer a execução sumária do acusado.

O longa parte dessa premissa e se expande para a Berlim dividida pelo Muro, onde o advogado vira peça-chave de uma troca de prisioneiros entre EUA e URSS. É drama histórico com fôlego de suspense político, dirigido por Steven Spielberg.

O filme se apoia em três pilares: roteiro afiado dos irmãos Coen, direção firme de Spielberg e duas atuações centrais que sustentam todas as cenas. Não é um filme de espionagem tradicional, e sim um estudo sobre integridade em tempos de histeria.

Estreia e legado

Ponte dos Espiões chegou aos cinemas brasileiros em 22 de outubro de 2015, numa janela competitiva de fim de ano.

A recepção foi imediata: o filme recebeu seis indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor, e venceu na categoria de Melhor Ator Coadjuvante com Mark Rylance, que construiu um Abel silencioso, gentleman e devastadoramente humano.

Passada a temporada de premiações, o longa se consolidou como uma das entradas mais sóbrias da filmografia de Spielberg, referência obrigatória entre fãs do diretor e de Quero Ser Grande ou Forrest Gump: O Contador de Histórias.

Décadas depois, segue citado em listas de melhores filmes sobre a Guerra Fria, ao lado de clássicos do gênero, e aparece em coberturas como o Cine Vista 2016 - Ponte dos Espiões.

Vale o ingresso?

Ponto alto: o duelo silencioso entre Tom Hanks e Mark Rylance. Hanks faz o trabalho braçal de carregar o filme nas costas, mas é Rylance quem rouba a cena com um espião que fala pouco, observa tudo e ainda desenha autorretratos no tribunal.

Spielberg conduz a narrativa com a cadência de um thriller de tribunal dos anos 70, abusando de closes, sombras e um uso brilhante de Thomas Newman na trilha.

Ponto fraco: quem espera ação de espionagem no estilo Jason Bourne vai sair frustrado. O ritmo é deliberado, quase processual, e o terceiro ato se arrasta em negociações diplomáticas.

Também não espere uma visão revisionista da Guerra Fria. O longa é elegante, mas escolhe o lado americano da história com pouca ambiguidade.

Curiosidades

  • O roteiro é assinado pelos irmãos Coen, com polêmica creditação após refações de Matt Charman.
  • Mark Rylance só conseguiu o papel porque Steven Spielberg assistiu a uma peça dele em Londres e ficou obcecado com seu estilo contido.
  • A ponte Glienicke, que dá nome ao longa em inglês, foi recriada em sets poloneses porque o local original estava em más condições de segurança para filmagem.

Perguntas frequentes

Ponte dos Espiões é baseado em fatos reais?

Sim. A história é inspirada no advogado James B. Donovan, que de fato defendeu o espião Rudolf Abel em 1957 e participou da troca de prisioneiros na Ponte de Glienicke, em Berlim, dois anos depois.

Ponte dos Espiões tem cena pós-créditos?

Não. O longa termina na resolução da negociação e não traz cenas extras após os créditos, ao contrário de blockbusters como Negócio das Arábias.

Quem ganhou o Oscar por Ponte dos Espiões?

Mark Rylance venceu o Oscar de Melhor Ator Coadjuvante em 2016, única estatueta que o filme levou entre as seis indicações que recebeu.

Pra quem é este filme:

  • Fãs de Spielberg que querem ver o diretor no modo clássico, próximo de Tubarão ou ET, O Extraterrestre.
  • Amantes de dramas jurídicos e históricos, que curtem filmes ambientados em guerras reais.
  • Quem acompanha a carreira de Tom Hanks e Mark Rylance, e quer entender por que Rylance ganhou o Oscar por aqui.