Veja o trailer do filme Planeta 51
Planeta 51
Um astronauta perdido onde o perigo é ele mesmo
O longa-metragem Planeta 51 propõe uma inversão esperta do clichê de invasão espacial: o capitão Charles T. Baker é americano, branco, loiro, e aterrissa convencido de que está pisando em solo virgem.
O que ele encontra, porém, é um mundo idêntico ao interior dos Estados Unidos nos anos 1950, só que habitado por seres verdes que veem a televisão, andam de carro e frequentam drive-ins.
Para sobreviver, o astronauta conta com a ajuda de Lem, um jovem alienígena fanático por cultura pop terrestre, e do robô Rover. O cenário vira um parque de diversões visual dirigido por Marcos Martinez e Javier Abad, fundadores do estúdio espanhol Ilion Animation.
Como o filme foi recebido em 2009
Estreou nos cinemas brasileiros em 27 de novembro de 2009, no rastro de Wall-E e Up, duas gigantes da Pixar que dominaram o ano.
A produção custou cerca de 70 milhões de dólares e foi bancada por um consórcio europeu. O resultado de bilheteria foi modesto: recuperou o investimento globalmente, mas sem repetir o fenômeno de outros animados da temporada.
Chegou a ganhar o Goya de Melhor Filme de Animação na Espanha em 2010, prêmio importante para a indústria ibérica, mas passou batido nas grandes premiações internacionais.
Hoje é lembrado como uma curiosidade simpática do período em que Hollywood terceirizava animações para estúdios europeus, antes da era do streaming de animação mudar o mercado.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o design de produção é caprichado, com veículos, roupas e cenários que destilam nostalgia fifties sem virar pastelão barato. O robô Rover rouba a cena sempre que aparece.
Ponto fraco: o roteiro aposta pesado em humor físico de perseguição e cansa no segundo ato. A mensagem sobre aceitar o diferente é competente, mas pouco aprofundada.
- Os alienígenas foram modelados com pelagem verde para evitar a estética de ET clássico e dar mais identidade visual ao elenco.
- A Rover foi projetada como mistura de golden retriever com aspirador robô, referência direta ao Roomba que estava em alta no fim dos anos 2000.
- O longa teve consultoria informal de astrofísicos da Agência Espacial Europeia para desenhar as órbitas do planeta fictício.
Perguntas frequentes sobre Planeta 51
Planeta 51 é da Pixar?
Não. O filme é uma produção do estúdio espanhol Ilion Animation, com distribuição mundial da Sony Pictures e da Tri-Star.
Qual é a classificação etária?
Indicado para todas as idades no Brasil, com recomendação de supervisão para menores de 10 anos por causa de algumas cenas de tensão.
Tem cena pós-créditos?
Não. Os créditos finais rolam direto após o desfecho, sem teasers extras.
Pra quem é este filme:
- Fãs de ficção científica leve que apreciam sátiras ao imaginário ufológico dos anos 50.
- Crianças entre 7 e 11 anos que curtem animação com robôs cômicos e perseguições高速道路。
- Adultos nostálgicos que cresceram revendo E.T., Contatos Imediatos e maratonas de Twilight Zone.
Título original: Planet 51
País de origem: Reino Unido
Data do lançamento: 27/11/2009
Distribuidora: Imagem Filmes
Diretor: Marcos Martinez, Javier Abad