Veja o trailer do filme Paz, Amor e Muito Mais
Paz, Amor e Muito Mais
O Filme
Diane (Catherine Keener) é advogada em Nova York, tem a vida controlada e o humor no modo automático. Quando o marido pede o divórcio, ela decide que o melhor remédio é levar os dois filhos para a casa da mãe, em Woodstock.
Grace (Jane Fonda) não é uma avó comum: vive como se os anos 1960 nunca tivessem acabado, cultiva uma horta, toca violão e segue mandamentos hippies com rigor monástico. O choque de visões de mundo é imediato.
É nesse cenário que a comédia dramática dirigida por Bruce Beresford encontra seu eixo: o reencontro entre mãe e filha vira espelho para os romances dos jovens, todos tropeçando em dilemas de afeto e identidade.
Estreia e Legado
Estreou nos Estados Unidos em 2012 e chegou ao Brasil em 14 de junho de 2013, distribuído pela Imagem Filmes, com campanha discreta e exibição pontual em circuito alternativo. Nos números gerais, passou longe do grande público, com bilheteria modesta e repercussão morna em sites como Rotten Tomatoes e Metacritic.
Não disputou premiações relevantes nem gerou cult following. O título reaparece em catálogos de streaming como produto de catálogo, sobretudo nas listas de filmes com Jane Fonda e Catherine Keener.
Hoje é lembrado mais pelo elenco jovem de então, incluindo Elizabeth Olsen e Nat Wolff, do que pelo roteiro. Funciona como amostra do cinema de geração de diálogos na era do protagonismo millennial.
Vale o Ingresso?
Ponto alto: o elenco veterano entrega o que promete. Jane Fonda está deliciosa como a matriarca hippie, com timing cômico afiado, e Catherine Keener segura o contraponto de contenção. As cenas entre mãe e filha têm peso real.
Outro mérito: a direção de Bruce Beresford imprime ritmo seguro, sem pressa, e o figurino/decoração caprichado de Woodstock vira personagem silencioso.
Ponto fraco: o roteiro de Christina Mengert é fórmula pura. Cada núcleo romântico segue o arco previsível: encontro hostil, paquera, dúvida, final feliz. Falta risco narrativo e, no fundo, sobram lugares-comuns sobre a magia do campo e a loucura da cidade.
Curiosidades
- As filmagens foram feitas em Woodstock, no estado de Nova York, aproveitando propriedades rurais reais para compor a casa de Grace.
- Foi um dos primeiros papéis de destaque de Elizabeth Olsen após a consagração em Martha Marcy May Marlene (2011).
- O roteiro de Christina Mengert foi adquirido pela produtora antes mesmo de ter título definido, o que mostra a força do elenco na venda do projeto.
Perguntas Frequentes
Onde assistir Paz, Amor e Muito Mais online?
O filme circula em catálogos de streaming sob o título original Peace, Love & Misunderstanding. A disponibilidade muda por região, mas costuma aparecer em serviços como iTunes, Google Play e plataformas de TV por assinatura.
Paz, Amor e Muito Mais tem cena pós-créditos?
Não. O encerramento é convencional e o filme termina junto com os créditos principais, sem extras depois.
Quem dirige o filme e vale a pena conferir?
A direção é do australiano Bruce Beresford, de Driving Miss Daisy. Vale a sessão leve, especialmente para quem gosta do elenco de Jane Fonda e Catherine Keener.
Pra quem é este filme:
- Fãs de dramas familiares leves tipo Reeencounter e The Family Stone, que privilegiam diálogo sobre plot twist.
- Quem acompanha o trabalho de Jane Fonda, Catherine Keener e Elizabeth Olsen em fases diferentes da carreira.
- Interessados na estética Woodstock e em narrativas sobre choque geracional entre baby boomers e geração Y.
Título original: Peace, Love & Misunderstanding
País de origem: EUA
Data do lançamento: 14/06/2013
Distribuidora: Imagem Filmes
Diretor: Bruce Beresford
Principais atores: