O corpo humano virou cidade, e o vilão é um resfriado
Imagine que o seu corpo é uma metrópole. Cada órgão é um distrito, cada célula é um cidadão, e um espirro pode ser uma catastrophe coletiva. É exatamente essa a premissa de Osmose Jones, o longa de 2001 dirigido por Bobby Farrelly e Peter Farrelly.
Quando Frank Pepperidge (Bill Murray), um construtor relaxado e pouco preocupado com a própria saúde, contrai um vírus, o organismo dele vira campo de batalha. Dentro de Frank mora a célula branca Osmosis Jones, um policial linha-dura dublado por Chris Rock.
Jones ganha a companhia da pílula friorenta Drixorial (David Hyde Pierce) para caçar o invasor antes que ele destrua a cidade por dentro. O resultado é uma mistura de animação estilizada, humor escatológico e ação policial à la Operação Cupcake.
Linha do tempo e legado
Lançado nos cinemas em 2001, Osmose Jones apostou numa fórmula rara para a época: intercalar cenas live-action com um universo animado completamente separado. A ideia era didática, mostrar como o sistema imunológico reage a doenças, embalada em comédia adulta.
Deu certo em parte. O filme faturou cerca de 13 milhões de dólares nas bilheterias norte-americanas, um resultado modesto diante do orçamento de 70 milhões. Mesmo assim, a animação conquistou público suficiente para gerar uma série derivada, Ozzy & Drix, exibida pelo canal Cartoon Network entre 2002 e 2004.
Hoje, o longa é lembrado como uma curiosidade simpática dos Irmãos Farrelly fora do universo Todo Mundo em Pânico 5 e virou peça de nostalgia para quem cresceu nos anos 2000.
Vale o ingresso?
Ponto alto: o núcleo animado funciona bem. A direção de arte lembra graphic novels estouradas, a dublagem de Chris Rock tem carisma, e a piada do corpo como megacidade permite sacadas visuais criativas, como o estômago virar boate e a mucosa virar pista de kart.
Ponto fraco: os trechos com atores humanos são fracos. As piadas do Frank e da família dele apostam num humor datado, e o roteiro tenta equilibrar didatismo com comédia escatológica sem conseguir dosar bem os dois.
É um filme de altos e baixos, mais interessante no papel do que na execução completa.
Curiosidades de bastidores
- A Warner Bros. apostou na dupla Bobby Farrelly e Peter Farrelly justamente por causa do sucesso de Todo Mundo em Pânico 5, mas a fórmula de humor pastelão não se encaixou bem no formato animado.
- O design de Osmosis Jones lembra muito o estilo de graphic novels underground, com traços angulosos inspirados em quadrinhos independentes dos anos 90.
- O filme inspirou a série animada Ozzy & Drix, que aprofundou o universo celular com foco em educação infantil sobre saúde.
Perguntas frequentes
Osmose Jones é um filme só de animação?
Não. O longa mistura cenas live-action com o elenco humano e sequências animadas em 2D dentro do corpo do protagonista. É um filme híbrido.
Osmose Jones tem cena pós-créditos?
Não há cena pós-créditos significativa. O filme se encerra com a resolução do conflito dentro de Frank, e os créditos finais trazem apenas a trilha sonora e animações complementares.
Osmose Jones é indicado para crianças?
Funciona para crianças a partir de 10 anos. O humor envolve referências biológicas, ação policial estilizada e piadas escatológicas moderadas, mais próximas de Para Maiores do que de Mogli - O Menino Lobo.
Pra quem é este filme:
- Fãs de animações com humor ácido, estilo Rock em Cabul e outras sátiras politicamente incorretas.
- Quem cresceu nos anos 2000 e tem nostalgia de filmes educativos disfarçados de comédia, como Feitiço do tempo.
- Curiosos por ficção científica biológica, fascinados por tramas que misturam medicina, ação e aventura, no espírito de comédia adulta.
Título original: Osmosis Jones
País de origem: EUA
Diretor: Bobby Farrelly, Peter Farrelly
Principais atores: